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Artistas tiram ideias do papel e dão vida a alegorias dos Botos para o Sairé

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Pensar, planejar, fazer o primeiro desenho no papel e partir para a montagem de uma grande estrutura que dará suporte a dezenas de itens e brincantes. Esse é o trabalho dos artistas que usam a criatividade para montar as alegorias dos botos no Festival do Sairé todos os anos na vila de Alter do Chão, a aproximadamente 40 km de Santarém, no oeste do Pará. A disputa dos botos faz parte da programação profana da festa e, este ano, será no sábado, 19 de setembro.


A estrutura é muito importante, pois é um dos itens no critério de pontuação dos jurados. Qualquer falha, por menor que seja, pode adiar por um ano a conquista do título de uma das agremiações.
A experiência por várias cidades do Brasil, aliada a cursos, fizeram com que Artur Barbosa se credenciasse para assumir a responsabilidade de criar as alegorias no Festival dos Bois, em Parintins (AM), cidade onde ele nasceu. Agora, há três anos no Festival dos Botos pelo Tucuxi, ele viveu a experiência de ser campeão pela agremiação em 2013, quando o grupo levou para o Sairódromo – local das apresentações – o tema “A festa”. Ele conta que já trabalha como artista plástico há pelo menos oito anos. “Primeiro, comecei a fazer desenhos, pratiquei bastante e gostaram dos meus desenhos, me chamaram, surgiu convite para viajar, conhecer outros trabalhos. Comecei a pegar gosto pela coisa. Desde então, exerço a função”, afirma.

Artur Barbosa, 26 anos, artista de alegorias do Boto

Tucuxi, campeão em 2013 (Foto: Adonias Silva/G1)

Artur conta que se aperfeiçoou no ofício conhecendo o trabalho de outros profissionais em São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), tendo trabalhado em vários festivais folclóricos, retornando para a cidade natal, onde trabalha no Boi Garantido. Hoje com 26 anos, e pela terceira vez participando do Festival dos Botos pelo Tucuxi, ele quer mais. “Este ano, o ritual vai chamar muita atenção, será algo nunca feito em Alter do Chão. Temos surpresas. Estou apostando muito”, afirma com grande expectativa.
Uma das características das alegorias são itens que retratem aspectos naturais da Amazônia, como a fauna e flora. “Este ano, vamos apostar muito em seres da água por causa do nosso tema que requer isso, que são os encantos da Amazônia, e vamos explorar muito essa parte”, afirmou.
Boto Tucuxi apresentou o tema “Sairé Pra Dançar” em 2014 com alegorias que retratam o povo Borari (Foto: Zé Rodrigues/ TV Tapajós)
Estevão Gomes, de 32 anos, ou “Tevinho”, como é conhecido pelos colegas no Boto Cor de Rosa, é um dos profissionais que têm grande responsabilidade quando o grupo entra no Sairódromo para uma apresentação. É ele quem planeja e faz as alegorias, com a ajuda dos demais profissionais que compõem a agremiação.
Ele começou a trabalhar no ramo aos 13 anos de idade. Já trabalhou com fantasias no Festival de Parintins (AM) no Boi Caprichoso e esta é a primeira vez que ele trabalha com alegorias no Sairé. A inspiração dele vem dos melhores. “Em relação ao desenho, escultura e pintura, sempre me inspirei em Michelangelo [pintor, escultor e poeta italiano que viveu entre os séculos XV e XVI]”, conta.
O Cor de Rosa foi o boto campeão do ano passado, quando o tema foi “Puxirum na Amazônia”. Com isso, a agremiação abriu vantagem de dois títulos sobre o rival. As alegorias foram um dos itens mais importantes para a conquista.
Para este ano, ele quer domínio maior. “O artista de alegoria é o responsável por tudo o que vai acontecer no cenário, de tudo o que vai acontecer na arena. Talvez não seja o fio condutor, mas influencia muito na hora da apresentação e valoriza a aparição de todos os itens individuais. Se bem que o item alegoria só concorre a um quesito, mas influencia bastante na apresentação de cada quesito”, afirma. “O ápice de nossa apresenta
Fonte: G1-Santarém

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