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Bebê de 2 meses jogada em igarapé de Manaus-AM pelo padrasto, segue desaparecida

Bebê teria sido jogada em igarapé, no bairro Alfredo Nascimento, em Manaus. — Foto: Leandro Guedes/ Rede Amazônica

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O Corpo de Bombeiros do Amazonas informou, neste sábado (19), que as buscas pela bebê de dois meses, que foi jogada em um igarapé de Manaus, seguem suspensas até novas informações ou acionamentos. A Polícia Civil informou que a investigação sobre o caso continua sendo realizada.

Nesta sexta-feira (18), por volta das 15h, os bombeiros anunciaram que suspenderam as buscas após terem percorrido cerca de 15 Km em áreas apontadas pelo suspeito. Além disso, um bote foi usado para navegar por todo leito do igarapé.

O crime aconteceu na madrugada de terça (15), e o padrasto continua preso suspeito do crime. À polícia, ele confessou que cometeu o crime por ciúmes da mulher.

Neste sábado (9), os bombeiros informaram que as equipes se manterão em prontidão para agir diante de novo acionamento ou de novas informações que possam viabilizar as ações de busca.

A Polícia Civil informou que as investigações em torno do desaparecimento da bebê estão em andamento. O delegado Charles Araújo, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que a Especializada acompanha as investigações, pois o caso se trata de um possível homicídio.

“Porém, enquanto não há a materialidade do corpo, o caso é considerado como desaparecimento. Caso sejam encontradas pistas que configurem o crime de homicídio, o caso será dado como tal e será transferido para a Especializada”, informou a Polícia Civil.

 

Suspeito segue preso

Para a polícia, o suspeito do crime, padrasto da bebê, não deu novas informações sobre o caso, mantendo a versão original, informando que jogou o bebê por ciúmes da companheira.

O homem tem 22 anos e teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira (17). Inicialmente, ele foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, mas confessou ter jogado a criança no igarapé.

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Charles Araújo, a prisão preventiva é por tempo indeterminado, e pode contribuir com as investigações.

“Ele se mostra bastante frio, em nenhum momento ele mostra qualquer tipo de arrependimento pra gente. Mantém a versão dele de que teria enrolado a criança em um lençol, colocado na bolsa, e jogado dentro de um igarapé. Inclusive, de forma bem abominável, diz que ficou olhando a bolsa seguindo o curso do igarapé”, relatou.

O suspeito alega para a polícia que a companheira, mãe da bebê, passou a noite em um casamento e ficou com ciúmes. O delegado disse que o homem esperou a mulher dormir, e cometeu o crime do quintal da casa deles.

“A mãe da criança foi intimada, confirmou a versão de que ele teria a acordado na madrugada, e teria confessado a ela que jogou a criança no igarapé. Ela nos relatou que ficou em estado de choque, tentou sair, mas ele estava com uma faca e não permitiu que ela buscasse ajuda”, contou o delegado.

 

G1 AM

 

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