ITAITUBA

Cadela aparece com perfuração e preocupa moradores do Residencial Vale do Piracanã, em Itaituba

Cadela passeando pelas ruas. Foto: Reprodução.

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Na manhã desta segunda-feira (11), a presidente do Bairro Vale do Piracanã, Kátia Pinheiro, procurou a Redação do Plantão para denunciar um caso de maus-tratos a uma cadela, que, apresentando cortes, vem preocupando os moradores defensores da proteção animal.

Conforme disse a presidente, até ontem à noite, o animal não apresentava as perfurações. No entanto, hoje pela manhã, alguns moradores da localidade comunicaram-na de que a cadela estaria circulando pelo bairro com sinais de corte em algumas regiões do corpo.

“Alguns moradores entraram em contato comigo me informando que uma cachorra estava toda cortada de faca. Então, eles me comunicaram e disseram que ontem à noite a cachorra estava ‘boazinha’ e, quando amanheceu, ela estava toda ensanguentada”, disse, em áudio, Kátia.

Após constatar a veracidade do que lhe foi dito, Kátia entrou em contato com a ONG O Sol Nasce Para Todos, uma entidade voluntária que acolhe e protege animais em situação vulnerabilidade no município de Itaituba.

“Eu liguei imediatamente para o Dr. Ítalo, o Diretor Geral da ONG – que é voluntária, e perguntei a ele qual o procedimento que deve se tomado, devido o animal está perfurado de faca. Ele me explicou que é de 3 a 5 anos de cadeia para o autor do crime […]”, destacou.

Até então, a presidente afirma não ter localizado o animal, mas está à procura e, assim que o encontrar, irá encaminhá-lo para a ONG.

“Eu relatei a ele que fui atrás da cahorra, mas não consegui encontrar. Eu vou fazer a procuração e estou atrás de um carro para poder levar ela até a ONG. O pessoal da ONG disseram que eu levando, eles cuidam dela, porém lá não tem carro para vir buscar. Estou indo fazer outra vistoria para tentar ver onde ela está.”

Animal ferido circulando pelas ruas. Foto: Reprodução.

Para mais, Kátia orienta os proprietários de animais para tomarem cuidados com eles e não deixa-los soltos pelas ruas.

“Muitas pessoas do residencial criam bichos e, quando o bicho fica grande, soltam e viram um verdadeiro ‘carnaval de cachorros’ no meio da rua; até pit-bull fica solto. […] ficam correndo atrás de carro, bicicleta… Nesta semana, aqui no residencial, o cachorro mordeu uma criança

Por fim, destaca que, com o apoio da direção da ONG, está traçando uma estratégia para evitar o problema de animais soltos no bairro.

“Nós vamos entrar com ação enquanto eu estiver à frente da presidência. Eu e o Dr. Ítalo vamos sentar e articular todo esse tipo de problema de animais, porque estão soltos e todos têm donos […]. Eu fiquei muito revoltada com o que vi de sangue, só que não encontrei a cachorra. Não sei se ela morreu por aí”, finalizou.

O crime de maus-tratos animal

Em setembro de 2020, a Lei Nº 9.605, de 12 de Fevereiro 1998, passou a aumentar as penas cominadas ao crime de maus-tratos aos animais quando se tratar de cão ou gato. De acordo com o Art. 32 da lei, a pena para as condutas descritas será de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda.

DENÚNCIA DE MAUS-TRATOS DE ANIMAIS: 190 OU (93) 98418-689.

 

A ONG O Sol Nasce Para Todos

Com pouco mais de 3 anos de sua fundação, a ONG O Sol Nasce Para Todos atua no município de Itaituba exclusivamente para cuidar de animais de rua.

No espaço são abrigados animais debilitados, mutilados ou que estão em situação de maus-tratos. Logo, a entidade não faz o recebimento de filhotes de animais que tem donos. Se um gato ou cachorro teve filhote, é responsabilidade do proprietário tentar achar um lar para eles. Nesse sentido, a ONG reitera e adverte que é o ato de desfazer e abandonar animal é crime.

“Somos carentes e o estamos superlotados, dependemos de ajuda da população e está difícil manter todos os animais que estão sob nossa proteção. Muitos animais chegam e poucos são adotados diariamente”, informa a direção.

Vale frisar que a instituição não tem transporte próprio para fazer o resgate de animais. Isso é feito pelos voluntários ou pela pessoa que viu o animal em situação de rua. Assim, a pessoa deve apadrinhar o animal e leva-lo à ONG. Além disso, é importante ajudar com alimentação e tratamento.

Fonte: Plantão 24horas News.

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