ITAITUBA

Catadores do aterro sanitário protestam em Marituba.

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Os catadores de materiais recicláveis de Marituba, na região metropolitana de Belém, fizeram um protesto na manhã do último domingo (5) em frente a um restaurante do município. Segundo o grupo, onde o dono do estabelecimento seria contra o projeto do novo aterro sanitário de resíduos sólidos instalado na cidade.



O aterro sanitário de Marituba foi criado após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público do Estado e a Prefeitura de Belém, em 2013, porém, apenas começou a funcionar na última semana. A licença para o início das atividades foi concedida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) atendendo à lei federal determinou o fechamento de lixões em todo o país para que fossem utilizados os mecanismos sustentáveis de despejo de resíduos sólidos.

O novo aterro sanitário já entrou em atividade após o fechamento oficial do lixão do Aurá, emAnanindeua, ocorrido no domingo. De acordo com os catadores, durante uma audiência pública realizada na última sexta-feira (3), o dono do restaurante teria se manifestado contra o funcionamento do aterro, que ficaria próximo ao estabelecimento.
“Ele era contra porque ia prejudicar ele aí, mas a gente não quer isso. Mas tenho medo de ficar sem trabalhar porque como a gente vai comprar nosso pão? Ele tem a comida dele na mesa dele todos os dias, tem empregada, tem tudo e nós? Daonde eu vou tirar?”, conta Ivone Santos.
A instação do novo aterro também gerou insatisfação dos catadores do antigo lixão do Aurá, que reclamam que estão sem trabalhar depois da mudança de local.
O catador Jackson Cardoso conta que tirava o sustento do lixão para manter esposa e três filhos. Sem trabalhar há um mês, ele desabafa: “Nós estamos totalmente passando fome, sem comer, sem nada. Eu já fui ao Guamá, na casa da minha mãe, pedir uma doação. Foi o meu tio que me doou uns alimentos para eu me manter até ele conseguir um bico para eu trabalhar com ele”, detalha.
A proposta apresentada pela Prefeitura de Belém é que os catadores do Aurá façam parte de uma cooperativa de coleta seletiva em bairros da região metropolitana de Belém.
“A gente ficou a ver navios, passando fome e sem poder ganhar. O que a gente quer é que volte para aí, para a gente ganhar nosso dinheiro porque não sou só eu, é muito pai de família”, afirma o catador Manuel Ribeiro.
Fonte: G1-Pará

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