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Com tecnologia e dedicação, professores são essenciais para o êxito do ensino remoto

Professores durante aula remota. Foto: Reprodução.

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Enquanto as atividades presenciais prosseguem suspensas nas escolas, professores e diretores se empenham para garantir ensino aos alunos de todo o Estado, seja pelas aulas remotas, iniciadas em 3 de fevereiro, seja com o apoio do Programa Todos em Casa Pela Educação.

Théo Queiroz, diretor da Escola Estadual Albanizia de Oliveira Lima, em Belém, destaca as estratégias para garantir a rotina de aulas da unidade, com o ensino virtual, como a criação de um canal no YouTube e uso de redes sociais. Além do envio do material impresso oficial, a unidade também preparou material complementar prévio aos alunos. O diretor reconhece algumas dificuldades desse novo modelo com os alunos, mas ressalta o trabalho constante de melhoria na oferta da educação pública.

“Nossas aulas estão com lotação máxima (100 alunos), e a equipe vai criar estratégias para ampliar este número de participação. Isso demonstra que a comunidade escolar acredita no projeto pedagógico da escola. O retorno, positivo, é manifestado nas redes sociais. Os alunos compartilham fotos dos professores e fazem avaliações positivas. As dificuldades no acesso são apresentadas pelos representantes de turma, que passam a demanda diretamente para a direção. Assim, conseguimos uma proposta de educação que amplia o conhecimento”, avalia Théo Queiroz.

O gestor também reconhece o desafio enfrentado para garantir o aproveitamento máximo das ferramentas tecnológicas. Segundo ele, “o trabalho remoto exige que você esteja se atualizando e criando novas estratégias de ensino para prender a atenção do aluno. Muitos professores não utilizavam as ferramentas, e tivemos que motivar toda a equipe para entender a importância do trabalho remoto em tempos de pandemia”.

Aprovação 

Maria Eduarda Santos Lima, aluna do 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Albanizia de Oliveira Lima, confirma sua aprovação à experiência proporcionada pelos professores. Ela tem aulas on-line pela manhã e, por ser representante de turma, também participa de reuniões com a direção e repassa informações para outros alunos.

“A turma está indo muito bem. Só alguns que não consegue assistir à aula, mas os professores deixam as aulas gravadas no Classroom (aplicativo do Google), para que os alunos possam ver a hora que quiser”, informa a estudante.

Ângela Silva, diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dr. Ulysses Guimarães, também na capital, destaca que “o trabalho tem que ser de equipe. Todos os setores da escola precisam estar caminhando juntos. Gestão presente e atuante, coordenação pedagógica capacitada e conhecedora das tecnologias digitais e professores dispostos a reaprender todos os dias”.

Interação virtual 

Como exemplo de ações para melhorar o trabalho educacional, a diretora cita uma live recente no YouTube, na qual professores da unidade debateram experiências do ensino remoto.

Eles também produzem mensagens mais descontraídas nas redes sociais da escola, chamando alunos para as atividades. “A ideia é trazer alegria para esse momento tão pesado e associar a escola a um lugar bacana”, diz a diretora, acrescentando que estão sendo realizadas, em fevereiro, atividades de sondagem sobre a aprendizagem dos conteúdos que farão parte do currículo contínuo em 2021.

Parcerias 

Luiz Paulo Assunção, diretor da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Brigadeiro Fontenelle, em Belém, destaca a dinâmica das aulas, a participação dos alunos e a qualificação dos professores, em meio às dificuldades de gerenciar uma unidade de ensino no segundo ano de crise sanitária.

“A gente tem desenvolvido reuniões on-line com professores para aparar arestas, dar direcionamentos sobre o ano letivo. Temos uma parceria enorme ainda com a Sefor (Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza), que nos ajuda a capacitar os professores para atender a demanda diferenciada que a pandemia exige. Temos feito todo o possível, com todo cuidado, e buscando parceiros. A culminância dessa parceria com a Superintendência será a confecção de mais cadernos de estudo unificados”, antecipa o diretor.

Como todo o funcionamento da escola é remoto, as aulas são postadas no canal do YouTube. Redes sociais e WhatsApp também são grandes “parceiros” nesse trabalho. Os alunos recebem todo o material impresso por e-mail. Os cadernos unificados reúnem resumos das matérias ministradas e lista de exercícios.

“As reações são diversas. Tem quem consegue e quem não consegue acompanhar, seja pela dificuldade do acesso à internet, seja pela dificuldade de compreensão. É difícil entender sem a explicação do professor em algumas disciplinas. Mas a gente agenda atendimento nos laboratórios da escola, de cinco alunos por vez, para tentar ajudar a tirar as dúvidas, com toda a responsabilidade”, garante Luiz Paulo Assunção.

Fonte: Agência Pará.

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