ITAITUBA

Comerciante preso com cocaína em barco é condenado a 11 anos de prisão

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Um comerciante de Abaetetuba, no Pará, flagrado transportando 18,785 quilos de cocaína, divididos em 17 tabletes, foi condenado a cumprir pena de 11 onze anos, um mês e dez dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.

A sentença foi assinada pelo juiz federal Rubens Rollo D’Oliveira, da 3ª Vara Federal, no último dia 23, mas divulgada apenas nesta sexta-feira (3). Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).

A denúncia do MPF (Ministério Público Federal) narra que José Nazareno Ribeiro da Silva, que se identificou como comerciante de açaí, foi flagrado com a droga no dia 9 de janeiro de 2012, ao desembarcar do navio motor “Cisne Branco” no município de Breves, na região da Ilha do Marajó, proveniente de Manaus (AM).
Abordado por agentes da Polícia Federal, ainda segundo a denúncia, o réu alegou como motivo do crime sua precária situação financeira.
A denúncia menciona ainda que José Nazareno teria sido contratado por terceiro para transportar a droga até Abaetetuba, onde seria comercializada. Para não despertar a atenção em caso de fiscalização, ele disse que transportou a cocaína na companhia de uma filha menor de idade.
“Mula”
Em juízo, ele pediu que fosse absolvido, sustentando que a acusação se baseou unicamente no depoimento dos policiais federais responsáveis por sua prisão. Alegou ainda não se tratar de traficante de drogas, mas sim de simples “mula”, contratado para transportar a droga até o município de Breves.
O juiz federal da 3ª Vara convenceu-se de que o comerciante, ao contrário do que disse em juízo, transportava a droga não para outra pessoa, mas para si próprio, com o objetivo de comercializá-la.
“Com efeito, os detalhes fornecidos pelo réu no interrogatório, inclusive acerca do valor que pagaria pela droga ao seu fornecedor, não se coadunam com a de papel de ‘mula’, mas sim, de quem negociou diretamente a droga e está habituado à prática do tráfico, fato, aliás, confessado no auto de prisão em flagrante, que considero verdadeira fotografia do crime”, afirma a sentença.
Para Rubens Rollo, o fato de o denunciado transportar a droga na companhia da filha menor de idade, ao contrário de amadorismo, “revela grande astúcia, tida só por quem está habituado a driblar a fiscalização policial em ações de combate ao tráfico. O fato, ainda, de haver declarado, no inquérito policial, haver recebido grande quantidade de droga, para pagamento posterior, reforça a certeza de que o réu está acostumado à prática do tráfico, a ponto de gozar da confiança dos fornecedores da cocaína. Se o réu nunca foi preso antes, só existem duas possibilidades, que podem ser consideradas isoladamente ou em conjunto: astúcia e/ou muita sorte.” 
Fonte: Justiça Federal/PA

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