ITAITUBA

Em Belém, atendimento à população é prejudicado com greve do INSS.

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin


O atendimento à população foi prejudicado nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) localizadas em Belém e no interior do Pará por conta da greve dos funcionários do órgão, iniciada na terça-feira (7). Os pensionistas reclamam das remarcações por causa da paralisação. Em nota, a assessoria do INSS informou que, com a paralisação das atividades, os segurados deverão ter os atendimentos remarcados e que novas datas poderão ser agendadas pelo número 135, da Central de Atendimento.

O músico Olivero Gilberto foi até uma agência na capital para pedir a recontagem do tempo de serviço, mas vai ter que voltar outro dia. “Eu acho um absurdo botar uma pessoa que não entende nada no balcão, só para enrolar a gente”. Dona Maria Faria, que está desembpregada, também ficou sem atendimento. “Vou voltar amanhã de novo, mas se não conseguir nada, eu não venho mais”.
São cerca de 900 servidores no estado. A maioria dos postos está funcionando com menos da metade dos trabalhadores. “Hoje [terça-feira] não consegui atendimento, porque está em greve né, aí marcaram para eu voltar depois de sete dias”, afirmou o autônomo Victor Carvalho.
O Sindicato dos Trabalhadores em Previdência, Saúde, Trabalho e Assistência Social no Estado do Pará (Sintprevs/PA) afirma que o objetivo da greve, e com a escolha de atender o mínimo de pessoas, é pressionar o governo para que possa se chegar rapidamente a uma negociação.
Em Parauapebas, no sudeste do Pará, as agências nem abriram as portas. A perícia de Lorival Pereira foi remarcada para daqui a três meses. “Complicado, porque a gente necessita, depende muito do benefício, e aí o que acontece é que a gente tem que se virar nos 30”.
A dona de casa Leidijane Silveira mora na zona rural e perdeu a viagem de mais de 30 km por vir até a sede do município em busca de atendimento. “Prejudica muitos trabalhadores fracos de condição, que às vezes estão precisando desse dinheiro para comprar seu remédio, fica difícil a situação”.
Paralisação e reivindicações
De acordo com o Sintprevs/PA, o estado conta com 41 agências. Em pelo menos 15 delas, localizadas em Belém e municípios do interior do estado, o atendimento foi suspenso totalmente. Nas demais agências, a adesão dos trabalhadores foi de até 80%.
A categoria reivindica o reajuste de remuneração de acordo com a inflação, reposição salarial de 27,3%, incorporação das gratificações, Plano de Cargos e Carreiras (PCCR), fixação de 30 horas de trabalho para todos os servidores, realização de concurso público para repor quadro funcional, fim do assédio moral, isonomia salarial e paridade entre ativos e aposentados.
Fonte: G1-Pará

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

RELACIONADAS