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Estudantes aparecem com máscara ‘gigante’ e descumprindo medidas contra Covid-19 no AM

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As aulas presenciais na rede estadual de ensino de Manaus retornaram nessa segunda-feira (10), após 146 dias suspensas por conta da pandemia do novo coronavírus. O Amazonas foi o primeiro estado do País a retomar as atividades nas escolas públicas e o assunto foi destaque na redes sociais, com publicações que viralizaram de estudantes descumprindo medidas protetivas e usando máscara ‘gigante’.

A volta ocorre após a capital sofrer, entre os meses de abril e maio, com colapsos no sistema de saúde e no sistema funerário por conta da pandemia de Covid-19, que já infectou mais de 107 mil pessoas e matou mais de 3 mil em todo o Estado. Em junho, com a redução de casos e mortes diárias, o Governo começou a permitir, de forma gradual, a reabertura do comércio e das escolas privadas.

Imagens de alunos de Manaus usando máscaras nos olhos e aluna tirando a sobrancelha de outra durante as aulas, viralizaram nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Nas redes sociais, nessa segunda-feira, vários alunos compartilharam fotos sobre como foi o retorno e o assunto acabou gerando diversos ‘memes’. O uso de máscaras, por exemplo, não foi seguido corretamente. Alguns estudantes utilizaram o acessório – essencial na prevenção contra a Covid-19 – para cobrir o rosto, e não sobre o nariz e a boca, como recomendado.

Um estudante também fez um meme com o tamanho da máscara doada pelo governo do Estado, que chega a cobrir todo o rosto do menino. Num outro post, um flagra: uma estudante fazendo a sobrancelha de outra, desrespeitando o distanciamento estabelecido para o retorno dos estudantes.

Estudante postou foto com máscara da Seduc cobrindo todo o rosto. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Estudante postou foto com máscara da Seduc cobrindo todo o rosto. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma montagem, mostrando a expectativa e a realidade do, retorno também foi feita. Na parte ideal, alunos cumprindo o distanciamento, esperando para lavarem as mãos nas pias instaladas pela Secretaria de Educação e Desporto (Seduc). Já na realidade, alunos aglomerados durante o intervalo e uma multidão agrupada na saída de uma das escolas da capital.

Meme mostra diferenças entre a expectativa e a realidade do retorno. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Meme mostra diferenças entre a expectativa e a realidade do retorno. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ao G1, a Seduc afirmou que os alunos e professores estão sendo orientados sobre o uso correto da máscara. Já sobre a aglomeração do lado de fora da escola na montagem citada, a secretaria explicou que, apesar de conscientizar sobre a importância do distanciamento, não é responsável pelas aglomerações em frente às unidades de ensino.

“[…] Durante todo o processo de retorno às aulas presenciais, as equipes da Secretaria de Educação são responsáveis pela orientação da necessidade do uso correto das máscaras e obrigatoriedade da mesma dentro da sala de aula. Não é permitida a entrada de estudantes sem máscara. […] Quanto às normas de distanciamento dentro das escolas, todas as as unidades estão sinalizadas e orientadas a evitar aglomerações inclusive com as quadras esportivas e áreas comuns fechadas. Em relação a área externa da escola, a Secretaria de Educação também orienta a necessidade de evitar aglomerações na frente da escola, mas não é responsável pelos estudantes a partir da saída”, explicou a nota.

O infectologista Marcus Lacerda concedeu entrevista ao G1, em julho, sobre o cumprimento das medidas dentro das escolas, quando foi autorizada a reabertura das unidade particulares. Na época, ele afirmou que é natural que, dentro das escolas, nem todas as diretrizes sejam adotadas por completo, principalmente pelos mais jovens.

“São diretrizes. Obviamente que, na prática, não vão funcionar 100%, tem coisas que as escolas não vão conseguir controlar. Mas, se as escolas fizerem tudo que é recomendado para evitar aglomerações e contato entre os alunos, é suficiente para evitar o contágio da Covid-19”, afirmou.

Segundo ele, não há um estudo que comprove um aumento de casos com o retorno das atividades escolares. “Tem experiências de outros países da Europa e até mesmo a própria China, onde iniciou o surto de Covid-19, que já voltaram gradualmente com as mesmas medidas indicadas aqui em Manaus. Até o momento, não há informação de que esse retorno foi responsável por aumento de casos ou uma segunda onda da doença, ou que coloque a vida dos jovens e funcionários em risco”, disse.
Volta às aulas

Segundo o Governo do Amazonas, o procedimento de entrada nas escolas inclui: aferição de temperatura, higienização dos sapatos, em um tapete sanitizante, e das mãos, junto ao totem de álcool em gel. As medidas visam evitar a disseminação do novo coronavírus.

No interior das unidades, os estudantes passaram a usar as carteiras sinalizadas, com distância de 1,5 metro umas das outras. O protocolo de distanciamento é obrigatório em todas as dependências da escola, inclusive banheiros.

Um grupo de estudantes fixou cruzes em frente à sede do Governo do Amazonas, em Manaus, na manhã desta terça-feira (11) em protesto contra o retorno das aulas presenciais na capital. O ato teve início por volta das 8h30 e conta com representantes do Associação Sindical dos Professores de Manaus (Asprom), que deflagrou greve de professores na segunda (10), e integrantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Na manhã dessa segunda (10), um grupo de professores fixou cruzes em um ato de protesto contra o retorno das aulas presenciais. O ato aconteceu na rotatória do Produtor, na Avenida Autaz Mirim, Zona Leste de Manaus.

Ato de professores e estudantes protestam contra retorno das aulas presencias. — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Dezenas de cruzes foram colocadas no gramado da rotatória como forma de representação pelas mortes causadas pela Covid-19. Além das cruzes, uma placa com a frase “Escola fechada, vidas preservadas” foi estendida no local.

G1 Amazonas

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