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Gasolina comercializada no Pará é a quarta mais cara do Brasil

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Um levantamento de preços de combustíveis feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana passada, de 12 a 18 de novembro, confirma o que muita gente anda sentindo no bolso: o Pará ofertou, nesse período, a quarta gasolina mais cara do Brasil, chegando a R$ 4,83 o litro em Alenquer, na região do Baixo Amazonas, perdendo para o Rio de Janeiro (R$ 4,959), Amazonas (R$ 4,95) e Acre (R$ 4,88). Em Belém, o preço ficou entre R$ 3,85 e R$ 4,099.

A sindical, embora reconheça que há postos cobrando esses valores, questiona a representatividade dos números divulgados, por levar em consideração somente oito dos 144 municípios paraenses. “A pesquisa é verídica, porém não tem representatividade total porque não pesquisa 100% dos municípios ou Estados”, pondera Ovídio Gasparetto, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombústiveis e Lojas de Conveniência do Estado do Pará (Sindicombustíveis-PA).

O QUE MAIS PESA

Ele afirma que é preciso levar em consideração que Belém, assim como outras cidades do Estado, fica distante dos centros de distribuição – some-se o frete de custo alto ao aumento de impostos, o resultado é o inevitável reajuste, de acordo com o empresário. “A capital de São Paulo tem três, quatro refinarias a poucos quilômetros de distância. A mais perto de nós, em Belém, fica em Recife (PE), são quase dois mil quilômetros. O combustível chega aqui muito caro”, explica. Ovídio afirma que há poucas semanas Belém tinha uma das gasolinas menos caras do país, entre 12º e 13º lugar.

Outro ponderamento que o presidente do Sindicombustíveis-PA faz se refere à margem entre custo de compra e custo de venda, que em média fica em R$ 0,35. “O dono do posto tem de, com esses R$ 0,35, pagar folha de pagamento, energia elétrica, telefone, advogado, meio ambiente e tudo. Só de imposto, em cada litro, R$ 1,75 ficam para o Governo. O consumidor acha que o posto mete a mão e não é isso. Aumentaram os impostos e diminuiu o consumo”, justifica.

Ovídio afirma, ainda, que as condições do porto de Belém, que estaria assoreado, diminuem a quantidade de combustível que pode chegar em cada viagem, o que também aumenta o valor final. “Tudo tem a ver com o frete. No interior do Acre, eu sei de postos cobrando R$ 5,50 a R$ 5,80 o litro, porque o custo para o transporte é absurdo: precisa-se de balsa, de caminhão”, conta o empresário. Além dos números, ele cita o fechamento dos postos como um indicativo da crise no setor. “Vá à Cidade Nova. Na entrada, de cara, você vê dois postos fechados. Quem não fechou deixou de funcionar 24 horas porque não tem mais condições. No Rio de Janeiro, o dono de posto sobrevive sorrindo, a gasolina é mais cara e a diferença entre venda e revenda é bem maior. Aqui a alta do combustível pegou o consumidor e o empresariado também”, conclui Ovídio.

PREÇOS

R$ 4,83 – Foi o preço mais caro da gasolina vendida no município de Alenquer, na região do Baixo Amazonas, entre os dias 12 e 18 deste mês, atrás apenas de Rio de Janeiro (R$ 4,959), Amazonas (R$ 4,95) e Acre (R$ 4,88).

R$ 4,099 – Foi o preço máximo da gasolina comercializada em Belém no mesmo período. O valor mínimo do produto foi de R$ 3,85.

(Carol Menezes/Diário do Pará)

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