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Hemopa completa 43 anos com mais de um milhão de doadores cadastrados

Criança recebe sangue e o carinho de servidora da Fundação Hemopa, na sede, em Batista Campos, na capital paraense. Foto: Ascom / Hemopa

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Nesta segunda-feira (2), a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), completa 43 anos de atuação ininterrupta na Saúde Pública do estado. Não haverá festa. Mas, a hemorrede estadual celebra os mais de um milhão de doadores de sangue cadastrados, o que reflete nitidamente a solidariedade da população que vem mantendo a regularidade do estoque de sangue, apesar dos desafios impostos, diariamente, pela pandemia da Covid-19.

O técnico de Enfermagem, Marcos Campos, é um entre milhares de voluntários no Pará. Em julho, ele foi acionado pela equipe de Captação de Doadores do Hemopa por ter a mesma fenotipagem específica de um paciente internado e necessitando com urgência de transfusão. Marcos atendeu ao chamado, de imediato.

“Eu sou doador desde os 18 anos e comecei a doar mobilizado por um amigo, que estava com o pai internado. Já perdi um irmão para a leucemia e ele necessitava de transfusões para o tratamento. É algo que é simples, não dói, não traz nenhum malefício para quem está doando e só ajuda as pessoas a conseguirem uma sobrevida. Para quem recebe é algo significativo, é algo preciso para manutenção da vida das pessoas”, disse Marcos Campos.

A gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, agradece todos os voluntários da causa da doação de sangue do Pará. “Nosso sentimento é de pura gratidão por todos que salvam a vida do próximo com esse gesto simples, mas de amor ao próximo. Obrigada a todos vocês”.

AUMENTO DO NÚMERO DE COLETAS

São gestos como o de Marcos Campos que tem garantido o aumento de 15% do número de coletas no Pará, no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2021, foram realizadas 45.932 doações. Desse total, 60% de voluntários são do gênero masculino.

Doador voluntário Jurandir Pinheiro: Procurei o Hemopa e comecei, espontaneamente, pretendo doar até a idade limite. Me sinto feliz”. Foto: Ascom / Hemopa

Jurandir Pinheiro se tornou um doador por incentivo do avô que era militar e sempre estava presente no Hemopa. “O meu avô contava pra gente que era doador e a importância deste ato. Então eu sempre tive vontade de ser doador como o meu avô. Procurei o Hemopa e comecei espontaneamente. Hoje, com 46 anos, pretendo doar até a idade limite. Me sinto muito feliz por ajudar a salvar vidas”.

São pessoas como esses doadores de sangue que mantêm a qualidade de vida de Derick Queiroz, de 3 anos, um dos pacientes do Hemopa, que precisa de transfusão de sangue, periodicamente. A mãe, Mayara Queiroz, descobriu a doença do filho há quatro meses e aprende a lidar com a situação.

“Ainda estamos assustados, pois não esperávamos isso. O Derick sempre correu e brincou e nunca tivemos que correr atrás de remédios para ele. E de repente a gente precisa ter uma rotina totalmente diferente com médicos, transfusão de sangue, remédios”, explicou a dona de casa, Mayara.

Os exames do Derick apontaram a necessidade de fazer uma cirurgia de baço, porém ele está com um abscesso na boca, decorrente de uma queda. Como paciente de Doença Falciforme, o Derick vai ter que passar por um procedimento com os cirurgiões dentistas do Hemopa para tratar a lesão, antes da cirurgia.

“Meu obrigado de coração para todos vocês que atendem nosso chamado para coleta de sangue. Vocês que salvam vidas com o próprio sangue. Isso é amor”, enfatizou o servidor e, hoje, presidente da Fundação Hemopa, o administrador Paulo Bezerra, parabenizando a equipe da hemorrede responsável pelo atendimento de excelência, seguro e humanizado para doadores e pacientes com patologias do sangue.

“É importante ir aonde o voluntário está. Somente no governo Helder Barbalho já entregamos quatro Agências Transfusionais, impulsionamos também ações com a unidade móvel, com caravana solidária,além do agendamento de doadores de sangue , por meio do 08002808118. Obrigado para minha equipe multiprofissional e parabéns a todos os doadores, em especial, ao governador do Pará, que também é voluntário da dação de sangue”, destacou Paulo Bezerra.

O titular da Fundação Hemopa ainda enfatizou que, em 20 anos, de 2000 a 2020, foram efetivados 1.027.942 cadastros de doadores de sangue.

De acordo com a Juciara Farias, em 2019 foram realizadas 94.439 doações no Pará. Em 2020 foram realizadas 84.964 coletas. Até então, neste ano de 2021, a Fundação Hemopa já realizou aproximadamente 140 mil cadastros de doadores de medula óssea.

Programação – A direção do Hemopa promoverá ações comemorativas ao longo deste mês e contará com apoio das 11 unidades da hemorrede. Nesta segunda-feira (2), haverá bolo bolo de parabéns no lanche dos doadores. Dias 3 e 4, haverá a feira mensal em parceria com a Emater, com a comercialização de produtos de agricultores paraenses, além de frutas, verduras, peixe, camarão, ovos caipiras e material de decoração. A feirinha será na área de estacionamento frontal do prédio do Hemopa.

A programação conta ainda com a realização de campanhas, interna e externa, em parceria com instituições parceiras. O ponto alto das comemorações pela vida, será entrega da Unidade de Coleta Castanheira, que está passando por revitalização em sua estrutura, ainda em agosto.
Juciara Farias complementa que as demais ações serão intensificadas como o agendamento de doadores, oferta da “Caravana Solidária” que transporta pequenos grupos de doadores de empresas, órgãos públicos, grupo de amigos.

Durante o mês de agosto, a Fundação Hemopa divulgará os diversos serviços oferecidos pelas instituições, entre eles, atendimento a pacientes com doenças do sangue, que dispõem de assistência médica, fisioterapia, odontologia, fisiatria, enfermagem, psicologia, serviço social. Haverá destaque também para o transplantes de medula óssea, cadastro de doadores de medula óssea, Centro de Processamento Celular- CPC.
Quem pode doar
O cidadão que deseja fazer a doação de sangue precisar seguir os critérios básicos:
• Ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal);
• Pesar mais de 50 kg
• Estar em boas condições de saúde.
No momento do cadastro, é obrigatório apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG, CNH, passaporte ou carteira de trabalho).
Quem teve Covid-19 também pode voltar a doar, só precisa esperar 30 dias após a cura. Quem teve contato com pessoas que tiveram a doença deve esperar 14 dias após o último contato.
Para quem recebeu a vacina Coronavac/Butantã, são 48 horas de inaptidão para doação, após cada dose. Já as demais vacinas basta esperar 7 dias após cada dose.

Por Vera Rojas (HEMOPA)

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