ITAITUBA

Indígenas, entidades e lideranças locais querem funcionamento 100% do Hospital Regional do Tapajós

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Uma reunião por volta das 20h desta sexta-feira (03), em que reuniu comunidade indígena da etnia Munduruku, entidades como o Sintepp e União Municipal dos Estudantes – UMES, além de um representante do legislativo e lideranças de bairros, discutiu sobre a inauguração do hospital regional, em Itaituba, com ênfase em alguns pontos específicos. 

Reunião aconteceu na noite desta sexta-feira (3). Foto: Weslen Reis/Plantão
A principal reivindicação posta em debate na reunião, diz respeito a capacidade de demanda que o hospital foi projeto para atender. Conforme o apurado, o hospital regional será estruturado com 162 leitos divididos entre UTI e clínicos, no entanto, caso seja inaugurado no próximo dia 8 de Julho, como anunciou o governador Helder, somente cerca de 30% de sua estrutura entrará em funcionamento. 


Foto: Weslen Reis/Plantão
E aqui entra a inquietude dos manifestantes, visto que eles querem que não somente 30% entre em funcionamento, mas 100% de sua estrutura que compreende atendimentos de média e alta complexidade. E mais, que não seja somente os atendimentos direcionados às pessoas positivadas a Covid-19, mas que toda demanda de problemas de saúde seja abrangida a partir da data de inauguração. 

Hospital Regional do Tapajós em Itaituba. Foto: Weslen Reis/Plantão
Em entrevista ao Plantão, o vereador David Salomão, presente e apoiador de movimentos que buscam melhorias em benefício à população, em específico a causa do hospital regional, também se fez presente na reunião e discursou “A gente tem muita expectativa que essa obra seja entregue à população. Mas o que a gente quer é que seja um atendimento de qualidade, com o hospital entregue na sua capacidade plena; uma saúde de qualidade ofertada aos cidadãos. É isso que a gente deseja”. 

Foto: Weslen Reis/Plantão
José Augusto, coordenador do Sintepp, se fez presente na reunião e aproveitou o momento oportuno para dizer que todo movimento social o sindicado dos educadores de Itaituba vem apoiando, e esse, de suma importância para Itaituba e os outros cinco municípios que serão atendidos, não seria diferente. “Enquanto sociedade, gritamos por justiça. Estamos sendo desrespeitados e é uma situação calamitosa que não podemos permitir. Queremos o hospital regional em seu pleno funcionamento”.
Foto: Weslen Reis/Plantão

Somado a esta linha de petição, Nilton Júnior, coordenador da UMES, destacou dizendo que “Hoje a gente pode ver que há uma necessidade enorme da inauguração do hospital. Há um grande discurso em relação à isso por parte do governo em inaugurar de forma parcial. O povo clama pelo funcionamento do regional”. 

Foto: Weslen Reis/Plantão
Ainda assim, Edir Gonçalves, manifestante, comentou a reunião e apontou sua realização como uma necessidade social. “É uma reunião espontânea. Acredito que todos os que compareceram é porque eles têm um anseio por justiça. A gente quer que a população abrace a causa e nos ajude”, enfatizou ele acrescentando que é um momento que talvez seja o mais importante para a história da saúde do município. 

Por fim, Patrick Souza, manifestante, lançou um convite à população para uma manifestação na próxima segunda-feira (06), em que será feito uma caminhada todos vestidos de preto por algumas vias da cidade, onde será carregada 60 cruzes simbolizando as 60 pessoas vítimas da covid-19. O objetivo é cobrar o funcionamento de 100% da capacidade do hospital.


Plantão 24horas News

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