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Infectologista do HGI orienta sobre HIV/Aids l alusão ao dezembro Vermelho

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O Dezembro Vermelho, campanha de educação em saúde instituída pela Lei nº 13.504/2017, marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTS), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas.

A campanha é constituída por um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas às doenças, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o médico Infectologista do Hospital GeraI de Ipixuna do Pará, Márcio Erivaldo Maia Uchôa, a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma doença caracterizada por ataque e destruição, contínuos e progressivos, às células de defesa do organismo e, se não for tratada, pode chegar num ponto tardio onde o organismo passa a estar tão enfraquecido que não consegue mais combater processos infecciosos e determinados tipos de câncer que habitualmente seriam facilmente vencidos, caracterizando o estágio de doença que chamamos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).
 
“As maneiras de transmissão do HIV já foram amplamente estudadas e são muito bem conhecidas. A principal é a transmissão sexual, por intermédio de contato com esperma, fluído  vaginal pelo sexo vaginal, anal ou oral. Também são importantes a transmissão por meio de seringas ou agulhas contendo sangue contaminado ou de transfusões de sangue não testado (raríssimas no Brasil) e da mãe para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação”, orienta o médico.
 
Sobre o diagnóstico, o infectologista informa que é feito principalmente por meio de exames que vão pesquisar a presença de anticorpos contra o HIV no nosso organismo (sorologias ou testes rápidos) e, em algumas situações específicas, via investigação do ácido nucléico viral por técnicas de biologia molecular.
“É bom ressaltar que a infecção pelo HIV/AIDS não tem cura, mas o tratamento disponível atualmente permite a supressão da multiplicação do vírus e recuperação imunológica levando o paciente a uma vida longa, tranquila e saudável, contudo esses benefícios só são obtidos por aqueles pacientes que realmente tomam os remédios e fazem seu acompanhamento médico com zelo e regularidade”, destaca.
 
No que diz respeito à prevenção, o médico informa que prática do sexo seguro com parceiros fixos e uso de preservativos continua sendo uma medida essencial na prevenção; mas não é a única.
 
“O próprio tratamento para a doença, quando adequadamente feito, torna as pessoas portadoras da infecção incapazes de transmitir o vírus; assim como a testagem disponível para todos permite que qualquer um consiga diagnosticar e começar o tratamento muito antes de ter sintomas”, acrescenta o infectologista.
 
Conforme o médico, outro recurso disponível para evitar a contaminação é o uso de medicamentos no caso de situações de exposição ao vírus como: acidentes com perfurocortantes; filhos de mães vivendo com HIV/AIDS; casos de relação sexual desprotegida; profissionais do sexo; violência sexual, entre outros.
 
“Atualmente, temos vários métodos e podemos lançar mão de vários deles isolados ou combinados para garantir nossa proteção. Além dos citados, as pessoas também podem procurar um especialista ou o Centro de Testagem e Aconselhamento mais próximo, onde terão acolhimento e todos os recursos necessários para fazer investigação, tratamento, caso necessário e, principalmente, a prevenção”, conclui o especialista.

SERVIÇO

O Hospital Geral de Ipixuna do Pará (HGI), é um órgão do Governo do Estado, que presta assistência de baixa e média complexidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fica localizado na Rua Principal, s/n, bairro Centro, em Ipixuna do Pará. Telefone (91) 3811-2631.

Fonte: Governo PA

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