ITAITUBA

Justiça manda prender marido de mulher morta em suposto acidente de carro em Itaituba

Ana Élita Nogueira, vítima. Hudson Henrique de Jesus Falcão, preso. Fotos: reprodução

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Foi preso por volta das 15h30 da tarde deste último sábado (26), Hudson Henrique de Jesus Falcão, marido de Ana Élita Sousa Nogueira, de 40 anos, a qual morreu após suposto acidente com carro ocorrido na noite do dia 19 de dezembro, em Itaituba.

A prisão do homem foi efetuada por uma guarnição da Polícia Civil em cumprimento a um mandado de prisão temporária (30 dias) expedido pela Justiça, com aval do Ministério Público.

Um dos fatores que levou a PC a requerer o mandado, se baseia na declaração de óbito emitida pelo Instituto Médico Legal (IML), onde aponta que a provável morte da vítima teria sido causada por asfixia mecânica (se caracteriza pela interrupção do ar atmosférico até as vias respiratórias, em decorrência da constrição do pescoço).

Carro em que estava o casal. Foto: Júnior Ribeiro.

O laudo oficial das causas da morte de Ana deve ser entregue à Polícia em até 30 dias, o qual apontará se a vítima morreu em decorrência de acidente de trânsito ou foi assassinada.

Até a emissão do resultado, Hudson permanecerá no Centro Regional de Recuperação de Itaituba –CRRI, sob investigação.

 

Irmão da vítima acredita em Feminícidio

Em entrevista, o irmão de Ana Élita refuta a versão do cunhado, Hudson Henrique, e acredita que as causas da morte da irmã não foi do que denominou de “acidente natural”.

Balbino Souza Nogueira, irmão da vítima // Local do acidente. Fotos: reprodução

Balbino Souza Nogueira, disse que após ter conhecimento do que acontecera com a irmã, foi até o local do ocorrido e, ao ver a situação em que ficou a estrutura física do carro, imediatamente levantou consigo a hipótese de um possível crime de feminícidio.

“Ao ver a situação do carro, naturalmente eu já abri minha boca e pronunciei: ‘isso aqui não se trata de um acidente natural’, pelas evidências muito óbvias. Eu não sou técnico e nem perito, mas aquilo ali só cego que não ver que não foi de fato acidente natural. As evidências estão claras que isso aí se trata de um feminícidio”, discursou.

Além disso, para robustecer a hipótese que sustenta, Balbino disse que viu o estado em que ficou a irmã após o ocorrido. De acordo com ele, as marcas roxas em algumas partes do corpo, são evidências que apontam para um potencial crime de feminícidio.

“Eu sondei que aquilo não foi acidente. A minha irmã ficou detonada. Ela tinha marcas roxas no pescoço e nos braços. Tá muito evidente”, acredita.

 

Episódio de agressões

Em ato contínuo durante posicionamento, Balbino realçou que a irmã já teria sofrido agressões físicas do marido, no entanto, ela não teria tido tempo e oportunidade para pedir ajuda aos familiares.

“Infelizmente a minha irmão não teve tempo de gritar por socorro. O próprio filho dela saiu de casa em razão de Hudson ter agredido minha irmã. A própria filha dela também relata que ele agrediu minha irmã”, afirmou.

 

Versão na íntegra do marido

Hudson Henrique, marido da vítima que estava no veículo, foi até a 19ª Seccional de Polícia Civil após acidente para prestar depoimento sobre o ocorrido.

De acordo com o relato descrito no Boletim de Ocorrência, ambos teriam saído juntos para a casa de amigos no bairro Açaí, por volta das 16h de sábado, onde permaneceram ingerindo bebida alcóolica até por volta das 22h, quando resolveram retornar para casa.

Minutos antes de entrarem no carro Fiesta para regressar, Hudson conta que iniciou-se uma discussão entre ele e a esposa motivada por ciúmes, que se perdurou durante o trajeto para a residência.

Conta Hudson que, em um dado momento, com o carro em movimento, Ana teria começado a arranha-lo com as unhas afirmando que iria pular do veículo. Ao Ana ter colocado a cabeça para fora reafirmando que iria pular, Hudson teria se assustado com a possibilidade de ocorrer uma tragédia, ocasião em que tentou puxa-la com uma das mãos.

Carro envolvido no acidente. Foto: reprodução

Neste ínterim, Hudson teria perdido o controle do veículo que veio a cair em uma vala do lado direito da via. A partir de então, ele conta que ‘apagou’ e foi acordar quando já estava no Hospital Municipal de Itaituba – HMI, de onde recebeu alta na madrugada deste domingo (20).

Por outro lado, a esposa, Ana Élita, não resistiu aos ferimentos graves, sobretudo por ter quebrado o pescoço, e foi a óbito na hora. A vítima era natural de Pindaré-Mirim, estado do Maranhão.

 

Fonte: Plantão 24horas News *colaborou Júnior Ribeiro

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