ITAITUBA

Lixo urbano de Itaituba: De problema à possibilidade

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O aumento populacional nas cidades, aliado a uma sociedade extremamente consumista, faz gerar vários problemas ambientais. O lixo urbano é um desses problemas, ele pode ser de origem domiciliar (sobras de alimentos, papéis, plásticos, vidros, papelão), origem industrial (apresenta constituição variada, entre gasosa, líquida ou sólida), o hospitalar (seringas, agulhas, curativos, gazes, ataduras, peças atômicas, etc.) e o lixo desse século: o tecnológico (pilhas e aparelhos eletrônicos em geral).

Foto: Reprodução/Internet


A destinação final do lixo nem sempre ocorre de forma correta, o lixo hospitalar, por exemplo, deve ser incinerado, queimado em forno de micro-ondas ou tratado em autoclave (esterilização por meio de vapores) e ser isolado da população, porém, parte desse lixo é depositada em lixões a céu aberto, o que pode causar a proliferação de doenças. 

Mas não é só o lixo hospitalar que gera problemas para a população e o meio ambiente, durante o processo de decomposição da parte orgânica biodegradável do lixo (restos de alimentos) ocorre a liberação de gases poluentes, o que ocasiona a poluição do ar, além do chorume (liberação da umidade contida nos resíduos orgânicos), que polui o lençol freático. O município de Itaituba, oeste do Pará, com cerca de 120 mil habitantes produz uma média de 15 toneladas de lixo por dia. A maior parte desse material é recolhido pela Seminfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura) e levado para o lixão. 

O lixão de Itaituba fica a cerca de 10 km de distância da parte urbana da cidade e recebe o depósito de lixo desde 2008. Nesses 12 anos de funcionamento, a área do lixão já foi quase toda utilizada. 

De acordo com o secretário de Meio Ambiente Bruno Rolim, o lixo a céu aberto tem várias consequências como: a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas, além da poluição atmosférica. Outro agravante é a proliferação de doenças como diarréia, amebíase, parasitose, entre outras. “Mesmo não sendo a melhor solução para o descarte do material, ainda é realidade de vários municípios do Brasil”.  Em uma ação de limpeza realizada pela Seminfra na primeira semana de julho, foram retiradas cerca de 60 toneladas de lixo e entulho, a maior parte estava em baixo das casas construídas em palafitas. 

Ana Cleide Gomes, secretária de Infraestrutura do município, disse que o acúmulo do lixo é um problema que acontece em todos os bairros da cidade. “A população de Itaituba precisa ter mais cuidado com o lixo que produz todos os dias, falta consciência da população”. Hélio Silva diretor de Urbanismo da Seminfra ressaltou que o grande desafio é conscientizar as pessoas sobre os problemas causados pelo acúmulo do lixo.  “Armazenado de forma inadequada e no local impróprio, o lixo acaba sendo levado para os bueiros e para o Rio Tapajós sem contar que boa parte acaba indo para o Meio Ambiente.

O lixão desprovido de estrutura ideal para tratamento do lixo tem como consequências: a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas, além da poluição atmosférica. Um projeto para a construção de um aterro sanitário foi feito pela prefeitura do município e encaminhado para os órgãos competentes, porém o local escolhido se tratava de um terreno muito úmido e por isso não foi aprovado. Um novo local foi apresentado e dessa vez o projeto foi aprovado e Itaituba foi contemplada com a liberação da verba para a construção do aterro sanitário. 

O aterro sanitário é uma obra de engenharia projetada sob critérios técnicos, cuja finalidade é garantir a disposição correta dos resíduos sólidos urbanos que não puderam ser reciclados. Para isso, além de possuir sistemas de drenagem de efluentes, o solo é previamente tratado e impermeabilizado para receber esses resíduos. O lixão, por sua vez, é uma forma inadequada de disposição final de rejeitos, que se caracteriza pelo simples descarte de lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente e à saúde pública. Foto reprodução Internet O valor liberado para a implantação do aterro em Itaituba é de 14 milhões e 800 mil reais.

O projeto foi baseado na Lei nº 12.305/2010 de Política Nacional de Resíduos Sólidos que estabeleceu o prazo de 02 de agosto deste ano, para a transformação dos aterros controlados (lixões) em aterros sanitários. O local escolhido para o aterro fica a 27 km do município e segue todas as normas previstas para a construção. “Queremos transformar o lixão em algo totalmente regularizado dentro das questões ambientais”. Afirmou Bruno Rolim.

O prefeito do município Valmir Climaco disse que haverá um atraso por conta da aprovação e liberação da verba, mas a previsão é que as obras comecem ainda neste ano de 2020. “Será uma grande obra que com certeza vai trazer qualidade de vida e preservação ambiental para a cidade”. 


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