ITAITUBA

Mais de 100 pacientes com covid-19 já foram atendidos no Hospital Regional do Tapajós

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No último fim de semana, o Hospital Regional do Tapajós (HRT), em Itaituba, no sudoeste do Pará, ultrapassou a marca de 100 pacientes atendidos. A Unidade hospitalar vem fortalecido o enfrentamento e combate à COVID-19 na região do Tapajós, contribuindo para a decisão de flexibilização da quarentena e de retomadas de atividades na região. 

A unidade tem beneficiado não só a população de Itaituba, mas também os municípios de Novo Progresso, Aveiro, Rurópolis, Trairão e Jacareacanga, que integram a região.


Pela estatística do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HRT, a Unidade já atendeu 80 pacientes moradores de Itaituba e de regiões garimpeiras e distritos pertencentes ao município, 10 moradores de Rurópolis, 5 de Novo Progresso, 3 de Jacareacanga e também 3 pacientes da cidade de Santarém.


Hospital Regional do Tapajós – HRT. Foto: reprodução

No presente momento, o HRT presta atendimento a 16 pacientes, sendo 10 em leitos da Clínica Médica e seis em leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Diretora Administrativa, Amanda Sá, explicou como essa é uma quantidade expressiva. “Aqui no HRT não lidamos com números e sim com vidas. Os profissionais, que estão na linha de frente no combate a pandemia, são extremamente qualificados para ofertar um atendimento digno, humanizado e de qualidade, salvando vidas”, resumiu.

 

Flexibilização


No dia 16 de setembro, o Governo do Pará decretou a alteração da cor laranja para a cor amarela, flexibilizando ainda mais as medidas de isolamento e retomada das atividades. Isso permite, por exemplo, aumento da capacidade de pessoas em estabelecimentos comerciais e religiosos.


A mudança das cores faz parte do plano de retomada das atividades econômicas, que o Governo tem utilizado para sinalizar as cinco fases de reabertura. A classificação corresponde ao risco de acordo com a quantidade de leitos disponíveis, taxas de testes e índices de contaminação da COVID-19 por cada região do Pará.

 

Cuidados


Flexibilizar, na prática, não significa que a pandemia acabou. Mesmo com a abertura do comércio e outras opções de lazer, ainda é necessário que os cuidados de prevenção continuem. 


A partir da decisão, as instituições religiosas podem funcionar sem a limitação na quantidade de pessoas, mas devem manter a taxa de ocupação de até 50 % da capacidade do local, exceto no caso de regiões com a cor da bandeira preta, onde as instituições devem seguir fechadas.


Segundo o Art. 1 do Decreto Municipal 098/2020, de Itaituba, todos os estabelecimentos abertos devem impor a utilização de equipamentos de proteção individual para seus funcionários; garantir a distância mínima de um metro e meio entre as pessoas; disponibilizar álcool em gel 70% a todos os clientes e frequentadores e exigir a utilização de máscaras de proteção facial.


Fisioterapia respiratória e exercício muscular ajudam no tratamento e recuperação de pacientes com COVID-19 do HRT


O fisioterapeuta têm contribuído muito no enfrentamento da pandemia da COVID-19 por todo o mundo e pouca gente sabe a importância desse profissional para o tratamento de doenças respiratórias. Com a utilização de recursos e técnicas específicas, os fisioterapeutas do Hospital Regional do Tapajós (HRT) têm papel crucial no tratamento e recuperação de pacientes internados pela infecção do Coronavírus.



Segundo a supervisora de fisioterapia, Djúlia Sena, no âmbito da assistência hospitalar, a fisioterapia se encaixa em diversos setores. No HRT – que vem prestando atendimento exclusivo a casos confirmados ou suspeitos de COVID-19 -, o profissional atua tanto na clínica médica como também na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 


“Principalmente no tratamento da patologia que aquele paciente já tem, geralmente é um paciente que tem uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Então, a gente tem realizado treino muscular e usamos os recursos que temos, como a Ventilação Mecânica Não Invasiva (VNI). Ela têm sido o carro chefe para a fisioterapia”, explicou Djúlia.

 

Fisioterapia respiratória 


Segundo Djúlia, quando falamos em fisioterapia respiratória, a prevenção é essencial. “Estudos nos mostram que atualmente temos um grande número de fumantes, de pessoas obesas, hipertensas, diabéticas, e o trabalho na educação básica é fundamental para não termos esses pacientes aqui em um Hospital de alta complexidade”, destacou.


A fisioterapia não se encaixa somente nesse contexto respiratório, mas também na parte motora. O fisioterapeuta contribui para evitar complicações cardiorrespiratórias em pacientes internados e também para recuperar a capacidade pulmonar e motora de quem já se curou da doença. “Quando o paciente volta para casa, ele volta sabendo que vai continuar precisando de fisioterapia para ajudar a melhorar a capacidade respiratória. Por mais que seja uma pessoa ativa, a COVID-19 é uma doença que acomete o pulmão de forma muito severa”, enfatizou Djúlia.


Destacou ainda que a assistência respiratória no atual cenário previne, inclusive, a necessidade de entubação do paciente. “Essa creio que seja a atuação essencial na clínica médica, fazer com que o paciente não precise ir para a UTI. No cenário da pandemia da COVID-19, é um profissional fundamental porque ele juntamente com a equipe multiprofissional pode fazer expansão pulmonar com os equipamentos que nós temos disponíveis”, explicou.

 

VNI, como funciona?


A Ventilação Mecânica Não Invasiva (VNI) tem sido um dos recursos utilizado pelos fisioterapeutas no tratamento da COVID-19. A fisioterapeuta explica que trata-se de uma pressão positiva que requer o uso de uma máscara que leva essa pressão para a via respiratória possibilitando que o pulmão se expanda melhor. 


Por ser uma doença que ainda está sendo estudada, os profissionais têm buscado por evidências para os bons resultados. “No início, acreditava-se que por ser um paciente crítico não poderia se mexer, que tinha que ficar deitado no leito sem fazer nada. Só que com as modalidades ventilatórias e a VNI mostramos que a saturação e a expansibilidade em relação a complacência melhoram o quadro”, concluiu.  


Djúlia ressaltou ainda que a atuação do fisioterapeuta não é isolada. “O acompanhamento de demais profissionais é essencial para um serviço humanizado e de qualidade”, completou.



Plantão 24horas News

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