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Mistério rodeia a morte do servidor da Seminfra Pedro Amorim

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Um crime cercado de mistério, que aconteceu como resultado do conturbado relacionamento de mais de trinta anos, desfeito há poucos meses. Pedro de Sousa Amorim, de 62 anos, e Expedita Francisca Amorim, de 57, estavam separados, mas moravam na mesma casa. O casal vivia às voltas com frequentes e violentas discussões. E, desta vez, uma delas terminou em tragédia. 
Por volta das 14 e 30, as guarnições da Polícia Militar chegaram ao local para atender à ocorrência. Vizinhos afirmaram que Pedro estava armado com uma faca, e Expedita estava sendo agredida. Minutos depois, a mulher, ferida no queixo, no pescoço e nos braços, foi encaminhada para a urgência do Hospital Municipal. Pedro de Sousa Amorim já estava morto.
“Os primeiros a chegarem ao local foram os policiais do motopatrulhamento. Logo em seguida, chegou o Grupo Tático. A equipe do Samu chegou praticamente junto com as guarnições. Nossos policiais foram informados de que havia duas pessoas feridas, uma senhora e um homem. A senhora foi encaminhada e não houve tempo sequer de os PMs conversarem com ela. O homem já estava morto. Logo depois, foi encontrada a arma do crime, uma faca apenas”, declarou o coronel Rui Guilherme Lacerca, comandante do 15º BPM.


A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias em que aconteceu o incidente que terminou com uma morte e uma vítima gravemente ferida. A primeira hipótese seria de homicídio seguido de suicídio. Pedro teria tentado matar a ex-companheira e, acreditando que havia conseguido, teria se arrependido e tirado a própria vida. Mas essa versão não convenceu a polícia. O delegado Caio Lobo, que preside o inquérito, preferiu não comentar o caso até o fechamento do inquérito. Mas adiantou que ainda estão sendo consideradas outras hipóteses. Uma delas é que a mulher tenha reagido durante a agressão e, mesmo ferida, teria esfaqueado o ex-marido, que não resistiu e morreu. O comandante da PM também não acredita em suicídio.
“É muito precoce afirmar que foi suicídio ou falar de outra versão determinando como definitiva. Podemos verificar por pontos. O homem foi perfurado nos dois lados do pescoço e no abdômen. Como seria possível uma pessoa cometer suicídio se perfurando sucessivas vezes, em pontos diferentes? Mas a equipe do delegado José Bezerra já está na investigação, e acreditamos que, no máximo, em dois, três dias, já teremos uma versão oficial”, concluiu o coronel. 

Fonte: Plantão 24Horas – News / Mauro Torres

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