ITAITUBA

No Dia do Jornalista, profissionais itaitubenses voltam ao tempo e relembram momentos da carreira profissional

Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução.

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Hoje, 07 de abril, é comemorado o Dia do Jornalista, o profissional que atua na busca de informações, a fim de manter o cidadão bem informado quanto aos fatos do cotidiano. Nesta data, o Plantão entrevistou alguns jornalistas, os quais fizeram uma cronometragem no tempo e relembraram um pouco do percurso de carreira, bem como abordaram pontos marcantes e as vantagens e desafios da profissão.

Por conta da “correria” desses profissionais no dia-a-dia, só foi possível entrevistar cinco deles; dentre os quais, alguns exercem somente a profissão de repórter; outros, de redator, radialista, diretor, apresentador de televisão etc. Ao contrário de uns, que ainda estão dando os primeiros passos na área, uma parcela já tem bastante tempo de experiência e já passaram por diversos meios de comunicação. Nos depoimentos abaixo, eles relatam cada etapa do desenvolvimento profissional.

Confira as entrevistas e conheça um pouco da história de cada um:

  • Aldo Arraes

Aldo iniciou sua trajetória na televisão, no ano de 1996, após participar de um teste e ser classificado para atuar como repórter de campo no extinto Programa Esporte Tapajoara, exibido pela TV Tapajoara (afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão [SBT]) e apresentado por Darlan Patrick. O teste era aberto à comunidade, e ele foi o finalista.

A partir daí, começou a exercer a função de repórter. Contudo, depois de certo tempo, teve que dar uma pausa nos trabalhos. Acontece que a emissora, naquela época, passava por problemas financeiros. Assim, ele foi trabalhar em uma mineradora, no quilômetro 30, e só voltou para a televisão no ano de 2006, quando ingressou na TV Itaituba (Record).

Em agosto de 2008, ele saiu da TV Itaituba e fui contratado pela TV Tapajoara, onde atuou em um programa transmitido aos dias de sábado. Depois, mais precisamente em janeiro de 2009, voltou para a TV Itaituba. Em seguida, entre 2010 e 2011, passou pela TV Cidade Dourada (Rede TV!).

Após isso, Aldo conta que teve algumas “idas e voltas” entre Record e Rede TV!. Porém, a Rede TV! é onde ele está desde o ano de 2018. Inicialmente, fazia parte de um programa de esportes independente. No entanto, no final de novembro daquele ano, foi contratado como diretor da emissora e, até hoje, exerce a função.

Aldo Arraes, além de ser diretor da TV Cidade Dourada, atua como repórter. Foto: Arquivo pessoal. 

  • André Farias

A convite de Ana Rejane, que era e apresentadora na TV Eldorado (Band), em Itaituba (PA), André Farias iniciou sua carreira no Jornalismo, em 2006, no extinto Jornal Acontece. Na época, ele chegou a estagiar por 30 dias e teve a felicidade de acompanhar o repórter José Barros, a quem conta que sempre se refere como uma referência ao seu trabalho.

“[…] aprendi muito com ele. No começo do meu trabalho, também contei com apoio de outros grandes profissionais. Um deles, o saudoso Rozza Paranatinga, uma pessoa inigualável, que tinha seu jeito particular de apresentação e era admirado pelas  centenas de telespectadores Itaitubense, que, naquele horário do meio dia, paravam para assistir o jornal Eldorado, hoje com apresentação de Aroldo Sousa”, André Farias.

Na TV Eldorado, ele permaneceu até o final de 2007, mas, antes de deixar a casa, ele conta que teve a felicidade de trabalhar com outra referência do jornalismo regional –  Mauro Torres, que estava de volta a Itaituba.

“[…] foi a pessoa responsável pela minha primeira reportagem regional: o caso do rapto de uma criança de dentro de um hospital de Itaituba…”, disse.

Após sua saída da Band, André ingressou no quadro de funcionários da TV Cidade Dourada (Rede TV!), onde permaneceu por 11 anos e 4 meses.

André quando iniciou os trabalhos na Rede TV!. Foto: Arquivo próprio.

André produzindo uma matéria externa. Foto: Arquivo pessoal.

“[…] vivi bons momentos na Rede TV quando ela esteva sob a direção de Fernando Soares, o qual tem todo meu respeito. Com a saída dele, marcou,  para mim, o fim de um ciclo na empresa…”.

André conta que fazer Jornalismo sempre foi algo de seu almejo, porém não tinha a certeza deque tal sonho seria realizado. Quando criança, morando em Santarém (PA), ele conta que gostava de visitar emissoras de rádio e de televisão.

“[…] não sabia que um dia isso se realizaria, mas lembro que, quando  moleque, morando  em Santarém , gostava de ir às rádios Guarany e TV Tapajós, para visitar, além de ouvir,  quase que diariamente, rádio. Falo que estar  na televisão, na verdade, viver a profissão de comunicação social, eu pontuo como sendo privilegiado em poder estar nos lares da pessoas podendo contar histórias reais, mesmo sabendo que, nem sempre, são histórias que gostaríamos de levar adiante.

Por fim, fala que gosta de sua profissão e é um grande privilégio atuar na comunicação, ainda mais quando conquistou o sonho de ter uma matéria circulada a nível nacional, o que, para ele, até o momento, foi o maior prêmio dentro do Jornalismo.

“… Momentos positivos dessa profissão são vários. Um deles, a satisfação de estar atuando no que gosto, onde sempre me vi. Isso já é algo que classifico como vantajoso, no meu caso. Outro momento que destaco, nessa profissão, é a matéria do atoleiro na BR-163, que rodou a nível  nacional contando a situação dos caminhoneiros com as péssimas condições da estrada.”

  • David Mota

Já David Mota, um jovem de 28 anos de idade, teve seu primeiro contato com a televisão no ano de 2007. Naquela época, ele, aos 14 anos, atuou como editor estagiário de vídeo na TV Cidade Dourada (afiliada à Rede TV!). Porém, em 2015, resolveu dar segmento a uma nova função no ramo televisivo: repórter e apresentador. David tem recebido premiação e reconhecimento por conta do seu talento.

David Mota em estúdio da Rede TV! Itaituba. Foto: Arquivo próprio.

“Minha primeira passagem em televisão aconteceu em 2007. Atuei como estagiário de edição de vídeo na TV Cidade Dourada, afiliada à Rede TV. Mas, como repórter e apresentador, atuo desde 2015. Em 2017, ganhei o troféu  imprensa como melhor editor de imagens jornalísticas. Se somar desde o meu primeiro contato na imprensa até hj dá uns 14 anos de experiência”, pontuou.

Hoje, atuando exclusivamente como repórter na TV Itaituba (Record), fala do significado e dos desafios da profissão; em especial, no período pandêmico. Além disso, afirma que a profissão requer muita responsabilidade ao repassar a informação para a população.

Em 2017, David conquistou o troféu imprensa por ser considerado o melhor editor de imagens jornalísticas daquele ano. Foto: Arquivo pessoal.

“O trabalho do jornalista é muito importante para com a sociedade. Nós temos a missão de informar todos os fatos. Prova disso, agora durante a pandemia. Muitos jornalistas acabaram perdendo a sua vida no mundo, infelizmente. Inclusive, eu, particularmente, perdi um grande amigo, um grande companheiro, um grande professor – o nosso saudoso Jota Camargo. Com todas as perdas, o repórter, cinegrafista, edição e o apresentador não pararam. O nosso papel é informar a população dos riscos durante a pandemia e outros fatores os quais estamos vivendo. […] eixo, aqui, os meus parabéns e minha oração pedindo proteção divina a todos os jornalista”, destacou.

  • Léo Rodrigues

Jailson Chaves Rodrigues, conhecido por Léo Rodrigues, natural de Itaituba (PA), conta que cresceu na zona urbana da cidade e, semelhante a muitos jovens, já passou por situações muito complicadas. Aos 13 anos de idade, sobreviveu como menino de rua e sempre sonhou ser um grande dançarino.

Jailson Chaves Rodrigues “Léo Rodrigues”. Foto: Arquivo pessoal.

Léo, não com muita facilidade, conseguiu realizar esse sonho. Ele atuou como dançarino das bandas Furacão do Calypso e Pinta Cuia; por meio das quais, viajou pelo Brasil quase todo. Nesse período, ele morou, por 10 anos, em Manaus (AM), onde aprendeu a lidar com comunicação, em razão de ter também atuado como locutor de palco.

Contudo, chegou um tempo em que a dança não estava mais dando certo. Assim, ele resolveu ser professor de zumba. Nessa função, ele acabou retornando para Itaituba, cidade na qual teve a oportunidade de fazer e passar em um teste para locutor na Rádio Alternativa FM (104.9 MHz).

Ele teve total apoio de diversos profissionais, como: Antônio Santana, Jean Galego, Jair de Souza e Rudney. Ele trabalhou por um ano e meio na emissora. Em seguida, seguiu destino para Moraes Almeida (PA), local em que está há três anos.

Léo destaca que é uma satisfação imensa fazer parte do quadro de profissionais da comunicação. Ainda mais, quando se tem reconhecimento pelo trabalho prestado, que é o caso dele. Léo já alcançou o título de melhor locutor de rádio daquela região e, por sua competência, adquiriu respeito.

Léo sendo reconhecido pelos serviços prestados. Foto: Arquivo próprio.

Hoje, ele, mesmo estando longe, na Rádio 104moraes. com, no Programa Super Vip, também contribui com meios de comunicação de Itaituba, por intermédio de compartilhamento de informações.

  • Marinaldo Silva

Marinaldo Silva deu seus primeiros passos como jornalista em novembro do ano 2000, na TV Itaituba (Record), onde permaneceu por 5 anos e teve a oportunidade de ingressar na missão de ser um porta voz da sociedade. Ele conta que todo esse tempo foi um período de grande aprendizado o qual, junto com a responsabilidade e competência, foi o “motor” gerador de novas oportunidades.

“… A TV Itaituba foi onde aprendi a dar os meus primeiros passos como profissional da imprensa; assim, tornando-me um dos repórteres mais conhecidos da cidade pela qualidade do trabalho e também pelo tempo de serviço prestado. Hoje, reconheço que a TV Itaituba foi uma escola para eu chegar aonde cheguei…”.

Depois, foi convidado a fazer parte do círculo de profissionais da extinta TV Tucunaré. Em seguida, atuou na TV Cidade Dourada (Rede TV!), emissora na qual ficou por mais de um ano e, na sequência, foi contratado pela TV Eldorado (Band), onde atuou por 12 anos, conquistou muitas amizades e ficou renomado na imprensa local.

“… A TV Eldorado, até então, é onde eu fiquei a maior parte do meu tempo enquanto profissional de imprensa. Durante todos esses 12 anos, aprendi muito, fiz amizades e conquistei nome na imprensa de Itaituba, com matérias polêmicas, mas sempre com temas de interesse da comunidade […].”

Atualmente, Marinaldo voltou a fazer parte da equipe TV Itaituba, está, novamente, tendo a oportunidade de mostrar meu trabalho e contribuir com o informativo diário da população de Itaituba e região, não se esquecendo de quem está atrás das câmeras (editor, cinegrafistas etc.), os quais, sem dúvida, são cruciais para a produção de uma boa reportagem.

Marinaldo Silva atualmente está de volta à TV Itaituba. Foto: Arquivo pessoal.

 “… Estou de volta, mais uma vez, à TV Itaituba onde, através das minhas reportagens, contribuo com a população  […]. Não esquecendo que todo trabalho de um repórter também existe uma participação muito importante do Repórter Cinematográfico (cinegrafista) e do Editor. São dois profissionais de fundamental importância para uma boa reportagem”, destacou.

Por fim, hoje, contabilizando 20 anos de muita experiência, aprendizado, dedicação e responsabilidade, Marinaldo já obteve reconhecimentos e premiações pelos serviços prestados à imprensa itaitubense.

Marinaldo Silva foi premiado como melhor repórter no ano de 2017. Foto: Arquivo pessoal. 

  • Mauro Torres

Mauro Torres teve seu primeiro contato com a televisão no ano de 1984, quando atuou como operador em um canal de televisão local. Depois, em 1988, serviu o Exército Brasileiro, porém saiu no ano de 1989. Desempregado, conseguiu enquadrar-se no Jornalismo. Ele conta que a sua inclusão na área foi meio que por acaso.

Mauro Torres. Foto: Arquivo próprio.

“Posso dizer que minha introdução ao jornalismo foi meio que por acaso. Comecei a trabalhar em televisão no ano de 1984, mas na parte técnica, como operador. Em 1988, entrei para o Exército e saí em agosto do ano seguinte. Daí em diante, passei a procurar emprego. Em costumava vir todos os dias à TV Tapajoara, que, à época, era propriedade do Silvio Macedo, administrada pela esposa dele, a dona Marilu Macedo. Certa ocasião, ela perguntou à gerente de jornalismo, Marilene Silva, ‘quem é esse rapazinho que encontro todo dia aí na frente?’, ao que a Marilene respondeu que eu estava atrás de emprego. Dona Marilú pediu que eu fosse até a sala dela e, ao entrar, ouvi dela o seguinte: ‘mano, tu quer fazer o quê aqui?’. Eu disse a ela que estava desempregado. Então… Ela olhou pra mim e disse: ‘então tu vai ser repórter’. Desse dia em diante, eu segui em diante e nunca parei. Já se foram trinta e dois anos de jornalismo, chegando a trinta e sete de televisão, fora um ano e meio de Exército”, disse.

Hoje, com mais de 30 anos de atuação, ele enfatiza que diversas situações têm marcado a sua carreira. Contudo, o que mais o deixou abalado foi caso de um recém-nascido encontrado jogado em via pública e devorado por urubus, no município de Santarém (PA).

Mauro Torres, sua esposa Suany e a filha Flávia Torres. Foto: Arquivo próprio.

“Muitos eventos marcaram minha carreira de jornalista. Alguns bem pitorescos, outros engraçados e outros até meio tensos. Um desses foi quando meu cinegrafista Jones Maia e eu fomos acionados para cobrir o achado de um recém-nascido em um lixo de rua no bairro da Prainha, em Santarém. Fomos até o local em alta velocidade. Chegando lá, ainda foi possível fazer imagens de um bombeiro carregando a criança, que era tão pequena que não chegava ao tamanho do antebraço do militar. A criança estava com partes das nádegas e cochas devoradas por urubus. Foi uma cena terrível pra todos nós. O bebê foi levada ao hospital e as enfermeiras o batizaram de ‘Moisés’. Poucos dias depois, a criancinha não resistiu. Foi descoberto que a mãe era uma adolescente que quis ‘se livrar’ do pobre recém-nascido, colocando-o em uma caixa e abandonando no lixo. Um rapaz, que saía para o trabalho, passou por perto e ouviu os grunhidos da criança. Foi ver do que se tratava e tomar o maior susto. Foi uma história que marcou muito, não só a mim, mas também aos meus colegas, de Santarém”.

Por fim, sente-se feliz por ter uma data na qual o jornalista é lembrado. Porém, vê-la como um momento importante para reflexão individual profissional.

Mauro e o seu filho Willian Torres. Foto: Arquivo próprio.

“… Fico feliz por termos um dia em que somos lembrados. Mas não considero que seja para comemorar, fazer festa e farra. Acredito ser um dia para refletirmos e nos perguntar: ‘o que fizemos, fazemos ou faremos para fazer do mundo um lugar melhor?’”, finalizou.

(*Obs.: tentamos entrar em contato com outros profissionais, porém, devido ao tempo e outros motivos, não foi possível contatar todos. Mas o espaço está aberto para outra oportunidade).

Fonte: Plantão 24horas News.

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