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Operação combate comércio ilegal de madeira em Uruará e em todo o estado do Pará

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Objetivo é desarticular organização criminosa que atua em Uruará e em todo o estados  servidores públicos são investigados por participação no esquema. Operação prende quadrilha de comércio ilegal de madeira no PA. Assentados tinham que aceitar irregularidades para ter programas sociais, foram cumpridas prisões nas esferas municipal, estadual e federal.



A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (24) a operação “Madeira Limpa” para desmontar uma quadrilha de comércio ilegal de madeira em vários municípios do Pará, em Manaus (AM) e Florianópolis (SC). De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o grupo é acusado de coagir trabalhadores rurais a aceitarem a exploração ilegal de madeira dos assentamentos do oeste paraense em troca da manutenção de direitos básicos, como o acesso a créditos e a programas sociais. O prejuízo mínimo estimado ao patrimônio público é de R$ 31,5 milhões.
De acordo com a Polícia Federal em Santarém, no oeste do Pará, são 22 mandados de prisão, um mandado de prisão temporária, 41 de busca e apreensão e 10 de condução coercitiva. No total, são 33 suspeitos de integrar a quadrilha, incluindo servidores públicos federais e do estado do Pará.
Há mandados de prisão contra servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), incluindo o superintendente Luiz Bacelar Guerreiro Júnior. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Incra em Brasília e aguarda resposta.
Ainda de acordo com o MPF, no Pará, os mandados são cumpridos em Santarém, Alenquer,Óbidos, Oriximiná, Monte Alegre, e Uruará, no oeste do estado, além de Belém e Ananindeua, na região metropolitana, e em Castanhal, no nordeste paraense.

Investigações

Os mandados de prisão, busca e apreensão foram acatados pela Justiça Federal, após pedido do MPF que constatou nas investigações que os servidores públicos municipais, estaduais e federais são suspeitos de formarem um grupo organizado que cometeram crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, uso de documento falso, crimes contra a flora e crimes contra a administração ambiental.
As investigações começaram em 2014, e constatou que o grupo atuava com um núcleo intermediador e empresarial, um núcleo operacional centralizado no Incra e um núcleo relacionado às fraudes em órgãos ambientais. De acordo com o MPF, o primeiro núcleo concentrava os negociantes de créditos florestais fictícios e empresas que recebiam madeira ilegal, o segundo atuava no desmatamento, sob a permissão de servidores do Incra, e o terceiro era responsável pela mercantilização de informações privilegiadas sobre fiscalizações realizadas por órgãos ambientais e pela liberação irregular de empresas com pendências nessas instituições.
“O grupo investigado transformou a superintendência do Incra que abrange o oeste paraense em um grande balcão de negócios, fazendo uso da instituição pública, e no exercício funcional, para viabilizar a extração ilegal de madeira em áreas de assentados. Muitas vezes, a prática criminosa é realizada sob submissão dos colonos à precária situação em que são colocados. Precisam barganhar direitos que lhes são devidos em troca da madeira clandestina”, registra petição do MPF à Justiça Federal.

Fonte: G1-Pará


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