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POLÍCIA CIVIL LOCALIZA 92% DOS CASOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESAPARECIDOS NO PARÁ

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Maria do Socorro Valente agora respira aliviada, após reencontrar a filha, de apenas 13 anos, na tarde desta quarta-feira (20). A menina, que esteve desaparecida por 20 dias, contou que havia fugido de casa, pela segunda vez, junto com uma amiga. Assim que a mãe percebeu o sumiço comunicou o fato às autoridades responsáveis. “Não sei nem te dizer o que eu senti. Fiquei à flor da pele”, conta Maria do Socorro, que fez exatamente o que a polícia orienta nesses casos. Segundo a delegada Thalita Feitosa, da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), ao notar a ausência da uma pessoa os familiares devem, imediatamente, procurar a delegacia mais próxima. “Não precisa esperar 24 horas para fazer o registro”, afirma a delegada. 

Nestas primeiras semanas de 2016, a Data registrou 15 desaparecimentos, e já localizou oito pessoas. Em 2015 foram registrados 397 desaparecimentos, dos quais 367 foram localizados e 30 continuam desaparecidos. A estatística mostra que 92,5% dos casos do ano passado foram solucionados. Do total de crianças e adolescentes que sumiram nesse período, 305 são meninas, a maioria acima de 12 anos, e 92 são meninos, na mesma faixa etária. O maior número de registros ocorreu em janeiro. 


Fatores – O perfil da filha de Maria do Socorro Valente é semelhante a outros casos já registrados. Segundo Nilsa Leão, assistente social da Data, os atendimentos feitos na unidade mostram que os desaparecimentos estão quase sempre ligados a três fatores: conflitos familiares (envolvendo problemas sexuais), relacionamentos amorosos e dependência química. A Data dispõe de duas psicólogas e duas assistentes para atender a família na fase de investigação, e a criança ou adolescente, quando for localizado. 

Logo após o registro de desaparecimento é feito um comunicado às demais autoridades no estado, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Rodoviária Estadual, e ainda à Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), aos portos e ao Terminal Rodoviário. “Sempre pedimos para os familiares nos darem foto atualizada da criança e do adolescente desaparecido. Com a autorização deles, começamos a divulgação e distribuímos informações para estes pontos estratégicos, a fim de coibir uma possível fuga”, explica a delegada Thalita Feitosa. 

Pela rede social Facebook, o Serviço de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes (Silcade), vinculado à Data, disponibiliza as fotos junto com informações. “Já tivemos grandes resultados com isso. Às vezes, a própria pessoa desaparecida manda mensagem por lá pra dizer que está bem, ou então pessoas dão dicas do paradeiro”, acrescenta a delegada. Depois que a criança ou o adolescente é localizado, o nome é retirado da lista de desaparecidos. Segundo Thalita Feitosa, durante uma conversa com a criança ou adolescente é feita a tentativa de esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Se houver indícios de crime é instaurado inquérito. Caso contrário, é feito um dossiê sobre o desaparecimento, que fica no arquivo da polícia. 

Atuação – A Divisão de Atendimento ao Adolescente foi criada para garantir a apuração de atos infracionais praticados e sofridos por crianças e adolescentes. A Divisão recebe e encaminha crianças e adolescentes em situação irregular às entidades competentes, e investiga, em conjunto com os demais órgãos de segurança, a fim de encontrar os desaparecidos. A unidade também atua na área de assistência social e oferece atendimento psicológico às famílias dos envolvidos nos casos registrados. Atualmente, a Data conta com duas unidades integradas – na Santa Casa do Pará, localizada na Rua Bernal do Couto, e no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, no bairro do Benguí.

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