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Polícia Civil remove para Belém submarino apreendido em Vigia-de-Nazaré

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Submarino é removido de Vigia-de-Nazaré
A Polícia Civil removeu, nesta segunda-feira, 21, o submarino que foi apreendido, no último dia 15, em Vigia-de-Nazaré, nordeste paraense. A embarcação, que estava em construção em um igarapé no interior de uma ilha, na região do Furo da Laura, no rio Guajará-Miri, seria utilizada para transportar grandes quantidades de drogas em um esquema de tráfico internacional de entorpecentes.
Após ser retirada do igarapé, na última quinta-feira, por policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu), a embarcação foi levada inicialmente ao cais da localidade de Porto Salvo, zona rural de Vigia-de-Nazaré, de onde foi conduzida até a Vila de Penhalonga, no mesmo município, no dia seguinte.
Nesta segunda-feira, após os policiais civis retirarem parte do óleo e de garrafões d’água que estavam em seu interior, o submarino foi conduzido com apoio de uma lancha do Grupamento Marítimo e Fluvial do Corpo de Bombeiros, saindo de Vigia-de-Nazaré, por volta de 18h30, com destino à base do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), localizada na rodovia Arthur Bernardes, em Belém. Segundo o delegado Arthur Braga, da Delegacia de Polícia Fluvial, unidade vinculada ao Grupamento Fluvial do Estado, o veículo náutico foi deixado no porto depois que o motor apresentou problemas.
Conforme o capitão bombeiro Wagner Silva, a lancha seguiria percurso até Belém com uma velocidade de 20 milhas náuticas (40 quilômetros por hora) perfazendo cerca de 5 horas de viagem, até como medida de segurança. O submarino, que mede cerca de 17 metros e tem cerca de três metros de altura por três de diâmetro, apresenta capacidade para levar uma carga de aproximadamente 20 toneladas e de transportar uma tripulação de até 30 pessoas. Ao chegar ao Grupamento Fluvial, o submarino vai passar por uma segunda perícia criminal e depois ficará apreendido à disposição da Justiça.
Lancha dos Bombeiros foi usada na operação
Lancha dos Bombeiros foi usada na operação
INÉDITO A apreensão inédita na região Amazônica foi realizada depois que o submarino foi encontrado pela equipe de policiais civis enviada ao local. As suspeitas são que a construção estava sendo financiada por colombianos ligados a um grande esquema de tráfico internacional de cocaína. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, já investiga o crime. A descoberta foi realizada após denúncias recebidas pela Delegacia-Geral, e reforçadas pelo serviço telefônico Disque-Denúncia, fone 181, de que uma embarcação estava sendo construído em um braço de rio em uma ilha no litoral de Vigia-de-Nazaré.
Ainda, conforme as denúncias, o submarino seria usado no escoamento de grandes quantidades de drogas para fora do país, possivelmente, com destino aos Estados Unidos e ao continente europeu. Diante da informação, na terça-feira passada, policiais civis foram deslocados à região para apurar as denúncias, sob coordenação dos delegados Hennison Jacob, da DRE, e Arthur Braga, da DPFlu. No interior da ilha, um estaleiro e um alojamento foram construídos e o local havia sido transformado em uma base de operações da organização criminosa, que seria formada, por um grupo de, pelo menos, 15 pessoas. Na entrada da acesso ao igarapé, onde estava o submarino, os criminosos havia instalado uma placa com o seguinte aviso: “Não entre sem permissão. Área particular”. As investigações mostraram que o grupo havia se instalado no local desde o mês de setembro deste ano.

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