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PRESA ACUSADA DE ENVOLVIMENTO EM GOLPE DO CARTÃO CLONADO CONTRA IDOSOS EM BELÉM

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A Polícia Civil apresentou, nesta sexta-feira, 8, detalhes sobre a prisão em flagrante de uma mulher identificada como Andreza de Souza Castillo, 22 anos, que seria amazonense nascida no município de Tabatinga. Ela foi presa, na noite de ontem, no bairro do Marco, em Belém, acusada de envolvimento no golpe do cartão clonado. A prisão foi realizada por policiais civis da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), no momento em que Andreza pretendia pegar um cartão de banco na casa de um idoso passando-se por representante da agência bancária. 


Ela foi a primeira pessoa autuada em flagrante, no Pará, por estelionato contra idoso, com base no parágrafo 4º, novo item do artigo 171 (estelionato), do Código Penal, que entrou em vigor no final do ano passado. Com a mudança, a pena prevista do estelionato comum (1 a 5 anos de reclusão) passa para 2 a 10 anos de reclusão no caso de vítima idosa. Segundo o delegado Neyvaldo Silva, diretor da DIOE, o golpe já vinha sendo investigado há alguns meses. Além da atual vítima, outras duas pessoas compareceram à DIOE, nesta sexta-feira, ao tomar conhecimento de que a mulher foi presa e a reconheceram. 

O delegado detalha que o golpe se dá da seguinte forma: um integrante do grupo criminoso liga para a casa da vítima idosa, passando-se por representante de um banco, e afirma que o cartão de conta em posse da vítima está clonado e que, para tanto, será necessário recolher o cartão para enviá-lo para perícia. O golpista afirma ainda que vai enviar à casa da pessoa um funcionário para recolher o cartão e que, para tanto, a pessoa deveria informar a senha pessoal. Conforme o delegado, já houve alguns casos de idosos que acreditaram que se tratava mesmo de pessoas do banco e entregaram o cartão. 

Na quinta-feira, um idoso de 75, morador no bairro do Marco, recebeu a ligação em casa de um homem que identificou como representante do banco em que a vítima tem conta informando que o cartão dele estava clonado e que deveria fazer o recolhimento do cartão. Para tanto, iria enviar uma pessoa até o apartamento dele para pegar o cartão com a senha. O idoso suspeitou do fato e ligou de imediato para a gerência do banco, recebendo a informação de que não havia qualquer funcionário do banco em deslocamento até sua casa, e sequer o banco tem serviço de recolhimento de cartão em domicílio. 

Assim, o idoso ficou no aguardo até a chegada da acusada, que, foi preso em flagrante, após a vítima acionar a Polícia Civil. Na DIOE, a mulher apresentou outra versão, negando a acusação. Disse ter ido à casa do idoso de ônibus para receber uma suposta encomenda. Porém uma imagem de câmera de segurança do prédio onde mora o idoso mostra a acusada chegando ao local em um táxi, o que desmente a versão apresentada por Andreza. “Sequer temos a certeza se esse é real nome dela, já que ela não apresentou qualquer documento de identidade”, explica o delegado. Ela permanece presa à disposição da Justiça.

Na Delegacia, outras duas vítimas reconheceram a acusada. Em um dos casos, um idoso de 83 anos teve a quantia de R$ 30 mil sacada de sua conta em novembro passado, após entregar seu cartão de banco para a mulher. De acordo com o delegado, de posse do cartão, o grupo de criminosos fez saques, transferências para outras contas, compras de objetos de valor, como televisores, em shoppings centers e lojas de Belém. O delegado Neyvaldo Silva orienta que qualquer pessoa, ao receber uma ligação de alguém se dizendo representante bancário, antes de entregar o cartão procure manter contato com sua agência bancária ou peça ajuda a uma pessoa de confiança para não correr o risco de cair no golpe, pois, segundo o delegado, uma vez o dinheiro sacado da conta é quase impossível recuperá-lo. 

Ainda, de acordo com o delegado, em um dos casos já investigados pela DIOE, um idoso apenas entregou o cartão ao golpista. “Acreditamos que eles (os criminosos) já tivessem de posse da senha da vítima. Provavelmente já estavam seguindo o idoso e viram o momento em que ele digitou a senha da conta em um caixa eletrônico”, detalha o policial civil. 

Fonte: http://policiadetodos.blogspot.com.br/

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