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Programa ‘Doenças ortopédicas da infância’ completa três meses de criação com marca histórica

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Desde o início do governo Helder Barbalho, a saúde pública no Pará é tratada como prioridade. Entre as inúmeras ações, está o programa “Doenças Ortopédicas da Infância”, que completou três meses de criação e chegou à marca histórica de 50 cirurgias de pequeno e médio porte realizadas com sucesso. 

O pequeno Kauê Vitor Ramos, de 9 anos, foi um dos beneficiados. O morador de São Miguel do Guamá teve paralisia cerebral ao nascer e precisava de cirurgia nos tendões das pernas para melhorar sua qualidade de vida. O procedimento operatório aconteceu em novembro, no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, na capital.

Depois de duas horas de cirurgia, a mãe do Kauê finalmente viu o filho único voltar a sorrir: “Nós fomos muito bem tratados. Era um sonho antigo e necessário, mas que só foi possível agora. Ainda estamos no pós operatório, enfrentamos algumas dificuldades que são normais, afinal ele é uma criança. Só temos a agradecer”, disse Aurea Ramos.

O programa “Doenças Ortopédicas da Infância” deu fim a 20 anos sem especialistas para o atendimento ortopédico pediátrico no sistema público de saúde do Pará. A ação inédita foi lançada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) em 21 de setembro, dia nacional da luta pela Pessoa com Deficiência. 

Um dos mentores do projeto foi o cirurgião ortopédico Dr. Paulo Braga: “No momento estamos consolidado o serviço, fazendo com que ele funcione, dar a ele toda a atenção necessária. A ideia é ampliar o serviço, ter outras especializações, interiorizar, levar o atendimento as crianças do interior do Estado. Auxiliar e capacitar os colegas de outras cidades, para que as crianças não precisem vir a Belém para se tratar. Esse é o nosso plano para o futuro”, complementou.

O programa não atende casos de urgência e emergência, apenas casos de patologias e deformidades em caráter eletivo. A expectativa é que sejam realizadas, em média, 30 cirurgias por mês, no entanto esse número deve aumentar em breve, pois há uma demanda que estava reprimida pela falta de políticas públicas na área da saúde. “A ideia de criar esse serviço era antigo, desde que eu sair do sistema único de saúde, há 16 anos. Com a saída de outros colegas, muitas crianças ficaram desassistidas. E havia uma necessidade muito grande do serviço onde as crianças pudessem ter atendimento na parte das doenças ortopédicas. A demanda era e é muito grande. Deve seguir assim por muitos anos, já que o Estado passou muito tempo sem ter essa linha de atendimento no sistema único de saúde. Felizmente, com a vinda de alguns colegas para o serviço público, foi possível ter mão de obra e dar prosseguimento para que a ideia se tornasse realidade.”

Cada doença ortopédica possui características próprias em relação ao tempo de tratamento e necessidade de diagnóstico precoce. O cirurgião ortopédico, Dr. Renato Arraes Campos, diz que antes era comum ver famílias inteiras indo para outros Estados em busca de tratamento adequado: “quem tinha condições fazia isso, mas quem não tinha ficava com deformações para o resto da vida. Hoje, por exemplo, fazemos atendimento de crianças com 10, 11 anos, mas que precisam de intervenção desde os primeiros anos. Esses procedimentos demandam alto investimento e que só foi possível agora, nesta gestão”, concluiu.

Atendimento – O atendimento ambulatorial é realizado pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (Ciir) e as cirurgias ocorrem no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci.

Fonte: Governo PA

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