ITAITUBA

“se for para fechar, fecha logo todos os serviços não essenciais”, reivindicam os profissionais do ramo do entretenimento afetados pelo decreto estadual

Reunião entre empresários e profissionais do ramo do entretenimento. Foto: Weslen Reis / Plantão.

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O decreto do Governo do Estado do Pará que proíbe somente o funcionamento de bares, boates, casas de eventos, shows, festas e demais atividades abertas ao público tem gerado revolta a empresários e profissionais que atuam no ramo do entretenimento e diversão do município de Itaituba (PA). A categoria argumenta que o decreto deveria proibir a abertura dos demais serviços não essenciais.

Felipe Marques é vereador e promotor de eventos. Ele afirma ser favorável a decisão do governo estadual, porém acha injusto o não fechamento das demais atividades não essenciais.

Felipe Marques. Foto: Weslen Reis / Plantão.

“A gente está se mobilizando não é para abrir, porém a gente tá chateado pela categorização do decreto, pois fecharam somente bares e casas noturnas e isso nos faz ser tachado como os únicos que fazem o vírus circular e essa não é a realidade…”, disse.

A classe dos músicos também afirma que não é contra o que está disposto no decreto; no entanto, afirma que regras deveriam servir para outros segmentos, uma vez que as medidas de combate ao coronavírus não estão sendo cumpridas por muitos outros setores.

“A gente não está aqui para dizer ‘abre’. A gente é a favor da vida e que todo mundo tenha cuidado… A gente não vê as pessoas se cuidando nos comércios, na superlotação da Caixa Econômica… Itaituba precisa de uma fiscalização mais rigorosa… A gente não é contra o decreto, porém queremos uma fiscalização maior”, Mauro Jegue, Cantor.

Mauro Jegue. Foto: Weslen Reis / Plantão.

Os proprietários de estabelecimentos reconhecem que a decisão tomada pelo Estado é necessária diante do atual cenário que a pandemia apresenta. Entretanto, defendem que as normas deveriam ser mais amplas no sentido de atingir outros segmentos.

“Tá crescendo o número de COVID e a gente entende a situação. Queremos fazer parte do decreto, porém de forma geral, ou seja, não somente para alguns…”, disse uma empresária do ramo.

“Só nós fomos prejudicados, os restaurantes, às vezes, tem mil fregueses e nós dono de bar tem dois, três clientes. Aí eu vou ter que fechar? Se for para fechar, fecha logo tudo”, Antônio José, proprietário de bar.

Em meio à reivindicação, a esperança de atender os anseios dos manifestantes é imprevisível, já que, segundo informações, o governador não deu espaço para os gestores municipais tomarem decisões próprias quanto ao cumprimento do ato administrativo.

“Infelizmente o decreto é voltado para todo o estado. O governador não deixou aberto para o município se sobressair ao estado. O decreto fala que é todos os 144 municípios. A justificativa do Governo do Estado é a falta de suprimento, principalmente oxigênio. Não é nem tanto pela falta de leito…”, disse Bruno Rolim, Secretário de Meio Ambiente.

Fonte: Plantão 24horas News.

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