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Semestre prejudicado

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Alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão preocupados com a conclusão das atividades do 1º semestre, comprometida por causa da greve dos professores, que completará três meses no próximo dia 28. Algumas turmas reclamam que não fizeram todas as avaliações do semestre e estão com o conteúdo atrasado. Os que estão para se formar temem que o período letivo do curso se estenda por causa da greve e isso atrase a formatura.
A UFPA garantiu, na semana passada, que o calendário acadêmico “não está suspenso”, segundo nota da Coordenadoria de Imprensa e Informação da UFPA, que orienta os estudantes “a buscarem informações sobre suas aulas nas secretarias dos campi e faculdades.”
As “reavaliações” do calendário acadêmico serão feitas após a greve, quando serão calculadas as horas devidas e negociada a reposição. A nota reitera “que a opção por paralisar ou continuar ministrando aulas é pessoal de cada docente e que a UFPA respeita o direito a livre manifestação de seus docentes, discentes e técnico-administrativos.”
Aluna de Biblioteconomia, Luciana Moraes, 23 anos, relata que só fez prova de uma das cinco disciplinas nas quais se matriculou no semestre passado. “Estamos no meio do segundo semestre e ainda nem fizemos todas as avaliações do primeiro. Ninguém nos dá uma posição. Alguns funcionários da universidade dizem que as aulas devem voltar até novembro, mas eu não acredito que vamos concluir o período letivo ainda este ano”, lamenta. Luciana e outros estudantes ocupam o tempo sem aulas participando de oficinas e formações dentro da área dos respectivos cursos.
Estudante de Farmácia, Ana Júlia Santos, 19 anos, diz que alguns professores adiantaram os conteúdos já se antecipando à greve, mas ela tem dúvidas com relação à retomada após o fim do movimento. “Não sei como vai ficar quando retomarem as aulas. Espero que minha turma não seja tão prejudicada”, torce Ana Júlia.
Docentes – A diretora geral da Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), Suelene Pavão, confirma que não há previsão para o fim da greve dos professores nas universidades federais. Uma reunião com o reitor da UFPA, na semana passada, discutiu reivindicações locais relacionadas ao corte de recursos para áreas que serão atingidas pelo orçamento após os cortes impostos pelo governo federal. “Queremos saber o que está sendo cortado e como o recurso reduzido está sendo administrado. Queremos transparência e esclarecimentos que ainda não foram dados”, afirmou Suelene.
Ela informou também que o governo federal não sinalizou com nova negociação, o que mantém a mobilização.

Fonte: Portal ORM

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