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Serviço psicossocial da Polícia Civil diminui a reincidência de adolescentes desaparecidos

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O sapateiro Paulo Sérgio Gama, 31 anos, procurou a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) no início da madrugada do último dia 15. Sua filha de 13 anos não havia voltado do colégio desde o final da tarde e o pai, aflito, não conseguia falar com a menor através do celular. Paulo registrou a ocorrência e na manhã seguinte, voltou à Data onde foi atendida pela delegada de plantão.
Paulo Sérgio Gama
A menor já havia se comunicado com os pais, mas relutava em voltar para casa. Mas com a intervenção da delegada Adriana Barbosa, diretora da divisão, poucas horas depois, a adolescente desaparecida já estava na presença dos familiares. 
A menina de 13 anos estava na casa de uma adolescente mais velha, que conheceu a garota em uma rede social e a levou para dormir em sua casa. 
Depois de registrar a ocorrência, a delegada ligou para a menina e a convenceu a voltar para o lar. “O serviço deles foi rápido e muito bom. Além disso, eles nos orientaram, a mim e à minha esposa, a como proceder com ela. Agora, estamos mais próximos e vigilantes”, disse o pai. Dois dias depois, a filha do sapateiro foi à delegacia para sua primeira conversa com uma psicóloga. O atendimento psicológico vai ser repetido por mais nove vezes.
Delegada Adriana Magno
Para o Serviço de Identificação e Localização de Desaparecidos (Silcade), criado em 2012 e existente na Data, não basta achar a criança ou adolescente desaparecido, é preciso acompanhá-lo depois, em conversas e sessões com psicólogos da Polícia Civil, que trabalham em conjunto com a divisão de atendimento. Graças a essa preocupação, o Silcade conseguiu diminuir o número de adolescentes reincidentes nos desaparecimentos. Antes, 30% das ocorrências voltavam a ser registradas pelos mesmos adolescentes. Em 2015, esse percentual caiu para 5%. “O Silcade é o primeiro passo que os pais, em desespero, dão em busca de seu filho desaparecido. Hoje em dia, a Polícia Civil, em toda a sua rede integrada, consegue dar esse suporte fundamental à população e o acompanhamento psicológico é complementar”, disse a delegada Adriana.
Em quase quatro anos de funcionamento, o Silcade já registrou (até o dia 15 de junho deste ano) 1.588 casos de crianças ou adolescentes desaparecidos. Em 80% dos casos, o menor desaparecido é encontrado. Assim que o responsável procura a delegacia para fazer a ocorrência, a divisão entra em contato com a escola do menor e também com empresas de ônibus. A partir de 12 horas de ausência, o adolescente é considerado oficialmente desaparecido. Com a autorização dos pais, a foto é divulgada no site da Data e é feito o rastreamento completo dos últimos passos do menor através das redes sociais e de comunicação. 
A busca costuma levar no máximo 48 horas. O Silcade fica na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), localizado na rua dos Caripunas, entre avenida Roberto Camelier e rua dos Tupinambás. O serviço funciona em horário comercial, mas a Divisão faz plantão 24 horas para registrar as possíveis ocorrências e no dia seguinte, encaminhá-las ao Serviço de Identificação e Localização de Desaparecidos. No site da Data também estão disponíveis fotos de crianças e adolescentes desaparecidos. Se você tem alguma informação ou sabe do paradeiro delas, ajude e ligue para o Disque-Denúncia (181).
FONTE: Agência Pará de Notícias/ Governo do Estado

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