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Uma semana após onda de violência, AM tem 46 presos, 65 ataques e Força Nacional nas ruas

Homens da Força Nacional chegaram em Manaus desde a quarta-feira (9). — Foto: William Duarte/Rede Amazônica

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A onda de violência no Amazonas completou uma semana. Os primeiros ataques registrados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) começaram na madrugada do dia 6, após a morte de um traficante. A ação desencadeou uma série de atos criminosos em Manaus e em nove cidade do estado, e já resultou na prisão de 46 pessoas. Foram, pelo menos, 65 ataques criminosos. Para tentar conter a onda de violência, o estado recebeu o reforço de tropas da Força Nacional.

Segundo a SSP, os criminosos agiram em resposta à morte de um traficante que era um dos líderes de uma facção criminosa que atua no tráfico de drogas no estad. Ele foi morto em confronto com agentes da Polícia Militar, no dia 5 de junho.

Ainda na madrugada do dia 6 foram registradas as primeiras respostas à baixa na facção. Bandidos incendiaram mais de 20 veículos, entre ônibus do transporte coletivo, veículos particulares, viaturas e até uma ambulância. Barricadas também foram montadas na capital pelos criminosos.

Agência bancária no bairro Compensa foi alvo de vandalismo neste domingo. — Foto: Rebeca Beatriz/G1 AM

Além disso, em Manaus, agências bancárias, um distrito de obras da Prefeitura, uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o prédio do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e duas delegacias foram os alvos dos bandidos. A maioria foi queimada. No 24º DIP, no Centro, bandidos chegaram em lanchas e trocaram tiros com a Polícia. Uma granada foi jogada no local e detonada por agentes do Grupo Marte (veja abaixo a lista completa dos locais onde ocorreram ataques em Manaus).

A ação dos criminosos também ocorreu no interior do estado. Carauari, Rio Preto da Eva, Manacapuru, Iranduba, Careiro Castanho, Parintins, Caapiranga, Anori e Itapiranga registraram ataques.

Ônibus e veículos particulares também foram incendiados e houve troca de tiros entre os bandidos e a polícia. Em Carauari, um princípio de incêndio foi registrado em um Centro de Convivência da Família. Em Caapiranga, o grupo criminoso também chegou em lanchas e ateou fogo em frente à delegacia da cidade. No Careiro Castanho, uma escola foi um dos alvos escolhidos pelos bandidos.

Ataques registrados no interior:

Manacapuru: Fogo em duas salas do Centro de Referência da Assistência Social (Cras), e em um ônibus; tentativa de incêndio no PAC;

Parintins: Tentativa de incêndio a uma Unidade Básica de Saúde; Tentativa de incêndio em um caixa eletrônico; Incêndio em usina de asfalto e artefato explosivo lançado nos fundos da delegacia; Careiro Castanho: Escola municipal é alvo de ataques criminosos. Foram queimados computadores e livros da biblioteca; Incêndio na Secretaria de Obras; incêndio na sede da Prefeitura; incêndio na Secretaria de Assistência Social; Incêndio no Centro de Inclusão Digital; Incêndio no Centro do Idoso; Incêndio no Sindicato dos Produtores Rurais, e, incêndio em um veículo particular;

Itapiranga: Incêndio em micro-ônibus; incêndio parcial no mercado municipal;

Iranduba: Incêndio em três veículos e incêndio em uma agência bancária;

Anori: Incêndio em caminhão;

Carauari: Incêndio em carro particular; Incêndio na Secretaria Municipal de Educação e Incêndio no Centro do Idoso;

Rio Preto da Eva: Um ônibus foi incendiado por três homens, que foram presos no momento em que soltavam fogos de artifício na cidade;

Caapiranga: O município registrou um ataque ao prédio da delegacia. Duas viaturas da polícia civil, uma viatura da polícia militar e um carro particular foram incendiados. Os quatro veículos estavam no pátio da unidade policial;

Serviços foram suspensos

Com a onda de ataques, vários serviços foram afetados. Em Manaus, ônibus foram retirados das ruas, shoppings e comércios fecharam mais cedo, serviços públicos foram suspensos, inclusive a vacinação contra a Covid-19. As aulas também voltaram para o sistema remoto e só retornaram de forma presencial na quarta-feira (9).

Resposta da Polícia

A Polícia tenta dar uma resposta aos crimes. Até a sexta-feira (11), 46 pessoas tinham sido presas. Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, coronel Luismar Bonates, a ordem para os ataques partiu de dentro de presídios. No entanto, cinco líderes identificados, que estavam nas ruas, também foram presos. A expectativa, segundo ele, é que os ‘cabeças’ dos ataques sejam transferidos para unidades federais. Até o momento, não houve transferências.

A Secretaria de Segurança Pública também montou uma força tarefa para dar uma resposta à onda de ataques e montou barreiras na cidade. O governador Wilson Lima pediu o reforço da Força Nacional e as tropas vindas de Brasília, Rondônia e Apuí desembarcaram em Manaus desde a quarta-feira (9). Cerca de 144 homens estão na operação, que também conta com o apoio de um efetivo da Polícia Rodoviária Federal.

 

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