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Variante do coronavírus detectada no Amazonas deixa Pará em alerta sobre casos de reinfecção

Coleta de sangue para testes rápidos para a detecção do novo coronavírus no Distrito Federal. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado.

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A variante do novo coronavírus detectada no Amazonas alertou sobre a possibilidade reinfecção da Covid-19 no Pará. A Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), disse que ainda não há registros da nova variante no estado e que 28 amostras colhidas no Pará estão sendo analisadas no laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), no Rio de Janeiro.

Diante do cenário, médicos reforçam a importância dos cuidados para prevenir a Covid-19. Já há casos de pessoas que testaram positivo duas vezes e sofrem com as consequências da reinfecção.

Em dezembro de 2020, o servidor público Laudo Corrêa ficou mais de uma semana internado com Covid-19. Ele ainda continua recuperando a capacidade de respiração, depois de dias no hospital.

“Sete dias eu precisei respirar com a ajuda de oxigênio. Então os sintomas vieram bem mais agressivos que na primeira vez, nesse período também eu fiz terapia de ventilação”, contou.

Recentemente, a Sespa vem alertando a população sobre uma mutação do novo coronavírus. Nesta quinta, o governo publicou um decreto com mais restrições às atividades não essenciais.

Segundo a infectologista Rita Medeiros, a nova cepa tem maior poder de contágio e requer tanto cuidado quanto o vírus original.

“Surgiram três vírus diferentes, em locais diferentes no mundo. Na inglaterra, na Africa do Sul e aqui no Brasil, mais especificamente em Manaus – vírus com mutações muito semelhantes, o que conferiu a essas novas variantes a capacidade de ser mais transmissível”, explicou.

Medeiros reforça que a possibilidade de reinfecção nem sempre está ligada a mutação do novo coronavírus. “A gente sabe que a reinfecção pode acontecer em diversos cenários. O primeiro e o que nós esperávamos é que com o passar do tempo, a pessoa perca a sua imunidade e acabe se infectando não necessariamente por um vírus diferente. O que acontece agora é que com o surgimento de uma nova cepa, de novas linhagens, essas variantes podem facilitar, situações de novas infecções”.

Pesquisadores da Fiocruz têm analisado os casos demutação do novo coronavírus no Amazonas. Segundo a fundação, do final de 2020 até então, os registros só aumentaram.

Joaquín Carvajal, pesquisador da instituição, disse que entre as amostras coletadas no Amazonas há 24 municípios representados.

“O interessante dessa análise é que em dezembro, 51% destas amostras (coletadas antes no Amazonas) já apresentaram a nova variante. Quando a gente analisou as amostras desde de 1º de janeiro até 3 de janeiro, essa variante já estava presente em 91% destas amostras. Então é preocupante a capacidade de transmissão desta nova variante, a gente pode dizer que ela está se espalhando muito mais rápido”.

Pela proximidade do Amazonas, principalmente com os municípios do oeste do Pará, há duas semanas está proibida a entrada de embarcações vindas do estado vizinho.

Fonte: G1 Pará.

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