ITAITUBA

Voluntários cortam cabelos e elevam autoestima de pacientes no Hospital Metropolitano

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin


As mãos ágeis e cuidadosas de voluntários vêm transformando a rotina e elevando a autoestima de pacientes e acompanhantes no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém. Já no clima natalino, os profissionais se dedicam a cuidar dos cabelos dos pacientes internados na unidade, um presente para o corpo, que se reflete no ânimo e na alegria dos beneficiados.

“Muitos aqui vão passar o Natal e Ano Novo longe das famílias. A ação vem justamente para melhorar o humor e a autoestima desses pacientes, fazendo com que possam se sentir melhores nesse período”, disse o barbeiro Ederson Estumano de Queiroz, um dos voluntários.

Aos 57 anos, Severo Lins está se recuperando no Hospital Metropolitano após cair em casa e sofrer um trauma em um dos braços. Bem humorado, ele entrou na fila para cortar o cabelo, acompanhado da esposa. O bom humor do paciente durante os procedimentos chamou a atenção de todos. “Sou conhecido como ‘seu Severo’, mas só de nome mesmo”, brincou, acrescentando que “se eu já ria para as paredes, agora estou mais feliz com o novo visual”.

Quem ficou ansioso para melhorar o visual foi o aposentado Manoel Rodrigues, 65 anos, que sugeriu até pintar os fios brancos. “Vou aproveitar o momento e mudar a cor branca dos meus cabelos. Meu filho que vai escolher a cor”, disse. Já a autônoma Jaqueline Farias escolheu um corte mais arrojado. “Você pode tirar dois dedos do cabelo e repicar as pontas”, pediu a paciente, que está internada há um mês após um acidente de trânsito.

Para realizar a ação, a direção do HMUE adotou medidas com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os cortes foram feitos em área externa, com o uso de máscaras e álcool em gel.

Fazendo diferença – “Enquanto tratamos a doença, é preciso cuidar das pessoas. A autoestima e o autocuidado podem ajudar na recuperação de maneira concreta e mostrar que a vida continua, mesmo com o estado atual de internação e tratamento”, enfatizou a diretora do Hospital Metropolitano, Alba Muniz.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública em exercício, Ariel Sampaio, pequenos gestos fazem a diferença para quem está internado, longe da família e das tarefas do dia a dia. “O que parece uma coisa banal, significa muito para quem está doente. Portanto, esse é mais um exemplo de que as instituições de saúde podem ir muito além do atendimento médico, aliviando a dor da internação e proporcionando bem-estar aos seus usuários”, ressaltou.

Humanização – O fortalecimento das ações de humanização proporciona acolhimento físico, social e psicológico, por envolver pacientes e seus familiares.

Segundo a coordenadora de Humanização do HMUE, Natália Failache, o objetivo é promover um momento especial para os pacientes, já que muitos deles vão passar as festas de final de ano longe do ambiente familiar. “Chamamos esses trabalhos de cobertura humanizada, pois engloba tanto o paciente como a família dele. São experiências e boas práticas implementadas pela Pró-Saúde (gestora do HMUE) e que vêm ajudando muitas pessoas”, enfatizou a profissional.

O Hospital Metropolitano, unidade da rede pública estadual de saúde do Pará, atende pacientes de média e alta complexidade em casos de traumas e queimaduras – esta uma área de referência no norte do Brasil. (Texto: Diego Monteiro)

Fonte: Governo PA

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

RELACIONADAS

error: Entre em contato conosco para solicitar o uso de nosso conteúdo