O Hospital Municipal de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, divulgou uma nota de esclarecimento após o falecimento de uma recém-nascida prematura no dia 18 de julho de 2025. A instituição lamentou a perda e informou que todas as medidas médicas possíveis foram tomadas para preservar a vida da bebê, que nasceu com apenas 28 semanas de gestação, quadro classificado como extrema prematuridade — uma condição com alto risco de complicações e elevada taxa de mortalidade neonatal.
De acordo com a nota, a gestante vinha sendo acompanhada pela rede municipal de saúde e apresentava um quadro de gravidez de altíssimo risco, com histórico de complicações e abortos anteriores. No dia 11 de julho, ela deu entrada na emergência do hospital relatando sangramento e contrações, sendo prontamente atendida por um médico obstetra que tentou conter o trabalho de parto prematuro.
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Ainda no dia 11, foi solicitada uma vaga para a gestante no setor de obstetrícia por meio do Sistema Estadual de Regulação, mas, segundo o hospital, não havia disponibilidade imediata para a transferência. A paciente permaneceu internada e, diante da piora do quadro, foi submetida a uma cesariana de emergência no dia 15 de julho, quando a bebê nasceu.
A nota informa que, diante da gravidade do estado clínico da recém-nascida, foi feita solicitação urgente de vaga em uma UTI Neonatal via regulação estadual. No entanto, a transferência não foi possível devido à falta de leitos disponíveis em todo o estado do Pará naquele momento. A bebê permaneceu sob cuidados intensivos no próprio hospital por três dias, mas evoluiu a óbito no dia 18 de julho.
O hospital afirma que, mesmo com suporte de UTI neonatal, a prematuridade extrema representa um risco elevado de mortalidade, independentemente da estrutura hospitalar. A unidade também ressaltou que a paciente recebeu atendimento humanizado e suporte psicológico após o desfecho, além de assistência social para ela e os familiares.
Por fim, a direção do Hospital Municipal de Novo Progresso reafirmou seu compromisso com a saúde pública, destacando que realiza em média 2,5 partos por dia e mantém uma das menores taxas de mortalidade perinatal da região, apesar dos desafios enfrentados por todo o sistema de saúde diante de casos graves como o da recém-nascida.
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Fonte: Plantão 24horas News
