A paralisação iniciada na madrugada de quarta-feira (1º) na mineradora, localizada a cerca de 120 km do distrito de Moraes Almeida, em Itaituba, tomou novos rumos nesta quinta-feira (2). Pelo menos oito trabalhadores foram demitidos por justa causa, em decorrência direta do movimento.
Segundo relatos de colaboradores, a medida foi recebida como uma retaliação e gerou forte revolta. Durante o anúncio, diversos funcionários entregaram seus crachás em solidariedade aos desligados e afirmaram que também podem deixar os postos de trabalho.
“Na hora que anunciaram a justa causa, todos os outros jogaram o crachá, porque não somos só nós oito os responsáveis. É um movimento geral”, disse um dos trabalhadores.
Risco de paralisação total
A reação pode resultar na saída de mais de 60 funcionários, somando equipes de diferentes turnos e colaboradores que estavam de folga. Advogados já foram acionados para questionar as demissões.
Outro fator que aumentou a tensão foi a ameaça de que os desligados seriam retirados da área com escolta armada.
“Eles disseram que vamos sair amanhã com escolta até Moraes Almeida ou Itaituba. Mas a maioria é daqui de Santarém e não vamos aceitar sair como se fôssemos criminosos”, relatou outro colaborador.
Reivindicações
No início da paralisação, os trabalhadores apresentaram uma lista de demandas, incluindo:
• Reajuste salarial (inflação + ganho real);
• Aumento de 30% no vale-alimentação;
• Plano de saúde extensivo a dependentes;
• Adicional de turno;
• Auxílio-creche;
• Melhoria nas condições de trabalho;
• Mais transparência nas negociações coletivas.
Até o momento, a mineradora não se pronunciou oficialmente sobre as demissões nem sobre o andamento das negociações. O impasse mantém as operações da mineradora em estado de incerteza.
Fonte: Portal Giro
