segunda-feira, março 9, 2026

Indígenas ocupam sede da Funai em Altamira e bloqueiam acesso ao prédio

Manifestação reúne mulheres de diferentes etnias da Volta Grande do Xingu, com apoio de guerreiros indígenas, e cobra diálogo com o governo federal sobre mineração, invasões em terras indígenas e gestão da Funai.

Mulheres do movimento indígena da região do Médio Xingu ocuparam, no último sábado, a sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Altamira, no sudoeste do Pará, e bloquearam o acesso ao prédio do órgão.

As manifestantes fazem parte de diferentes etnias da região da Volta Grande do Xingu, entre elas indígenas Xikrin, Juruna e Arara da Terra Indígena Cachoeira Seca. Durante o ato, os participantes também fecharam a rua em frente ao prédio e entoaram cantos tradicionais de guerra, afirmando que não pretendem deixar o local até que suas reivindicações sejam atendidas.

A mobilização tem pauta semelhante à da primeira ocupação, realizada no início de dezembro do ano passado, quando o grupo também tomou o prédio da Funai para cobrar providências. Desta vez, além das mulheres, homens indígenas — chamados por eles de guerreiros — também participam da ocupação.

Segundo Edvaldo, presidente da Associação Indígena Tauati, o movimento ganhou reforço dos guerreiros das aldeias, que decidiram apoiar a mobilização.

De acordo com ele, os manifestantes permanecerão no local até que haja respostas concretas às reivindicações apresentadas.

Entre as principais pautas do movimento estão a exigência de participação nas discussões sobre a instalação do projeto de mineração da empresa Belo Sun Mining na região da Volta Grande do Xingu, a retirada de invasores de terras indígenas e a abertura de diálogo direto com o governo federal.

Outro ponto defendido pelos indígenas é o direito de indicar o coordenador da Funai no município de Altamira.

Durante a manifestação, lideranças indígenas também reforçaram que a mobilização busca garantir que os povos da região sejam ouvidos em decisões que impactam diretamente seus territórios e modos de vida.

Fonte: Plantão 24horas News – Jornalista Queiroz Filho 

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