Duas mulheres suspeitas de envolvimento em um esquema que teria movimentado mais de R$ 20 milhões oriundos do tráfico de drogas no estado do Amapá foram presas na manhã desta sexta-feira (27), em Santarém, no oeste do Pará.
As suspeitas foram identificadas como Carla Patrícia Vieira da Silva, de 44 anos, e Natalia de Nazaré de Sousa Pinheiro, de 40 anos. Na chegada ao Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) do Baixo Amazonas, em Santarém, elas cobriram os rostos e se recusaram a falar com a imprensa.
Os mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça do Amapá, foram cumpridos por uma equipe do NAI sob o comando do delegado Silvio Birro.
Segundo o delegado, a Delegacia de Narcóticos (Denarc) do Amapá solicitou apoio da Polícia Civil do Pará para o cumprimento das ordens judiciais.
“A Delegacia de Narcóticos (Denarc) do Amapá solicitou o nosso apoio nessa operação. No Pará, foram presas sete pessoas e cumpridos 10 mandados de busca, em Santarém, Ananindeua e Belém. As mulheres respondem por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Elas foram presas nos bairros Vitória Régia e Alvorada”, relatou o delegado.
Ainda de acordo com Silvio Birro, após o cumprimento dos mandados, as duas mulheres foram encaminhadas ao Centro de Perícias Científicas (CPC) para realização de exame de corpo de delito e, ainda nesta sexta-feira, devem ser levadas para a penitenciária.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas das suspeitas até a publicação desta matéria.
Operação Labirinto de Creta
Deflagrada na manhã desta sexta-feira (27) pela Polícia Civil do Amapá, a Operação Labirinto de Creta tem como objetivo desarticular o núcleo de distribuição de drogas e lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado no estado.
Com apoio da Polícia Federal, da Polícia Militar e do Grupo Tático Aerotransportado, a operação cumpriu 40 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou a retenção de valores que podem chegar a R$ 5 milhões por investigado, além do bloqueio de veículos, imóveis e outros bens.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizavam contas de “laranjas”, empresas de fachadae até plataformas de apostas online para tentar dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
Fonte: g1 Santarém
