terça-feira, agosto 4, 2026

Corpo de jovem encontrada morta em área de mata continua no IML; exame de DNA é necessário para liberação

Devido ao avançado estado de decomposição, a identificação oficial depende da conclusão do exame de DNA; família aguarda traslado para Oriximiná.

O corpo de Dayse Diniz, de 25 anos, encontrada morta em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém, no oeste do Pará, permanece no Instituto Médico Legal (IML) e ainda não foi liberado para a família.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), os familiares informaram que a liberação depende da conclusão dos procedimentos legais e periciais realizados pela Polícia Científica do Pará. Segundo a família, o processo pode levar até 30 dias, o que impede, por enquanto, o traslado do corpo para o município de Oriximiná, onde será realizado o sepultamento.

“Diante dessa situação, ainda não há previsão para o traslado do corpo. Pedimos a compreensão de todos e solicitamos que aguardem informações oficiais, que serão divulgadas assim que houver novidades sobre a liberação e o traslado”, informou a família.

Os familiares também agradeceram as mensagens de apoio e solidariedade recebidas desde a confirmação da morte da jovem.

De acordo com a Polícia Científica do Pará, o avançado estado de decomposição do corpo impossibilitou a identificação pelos métodos convencionais. A confirmação da identidade só poderá ser feita por meio de exame de DNA ou por comparação da arcada dentária.

Como a família não possuía radiografias odontológicas da vítima, peritos coletaram material genético de familiares para a realização do exame de DNA. O órgão ressaltou que o corpo somente será liberado após a conclusão da perícia e a confirmação oficial da identidade, conforme os protocolos legais.

A identificação de um corpo no IML segue uma série de procedimentos técnicos que variam de acordo com as condições em que a vítima é encontrada. Quando não é possível realizar a identificação visual com segurança, a perícia tenta inicialmente a identificação pelas impressões digitais. Caso não seja possível, são utilizados exames de odontologia legal e, na ausência de registros odontológicos, recorre-se ao exame de DNA.

Dependendo da complexidade da perícia e das investigações, o procedimento pode levar semanas ou até meses.

Relembre o caso

Dayse Diniz desapareceu na noite de 23 de julho. Seis dias depois, o corpo foi encontrado em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a jovem conheceu o principal suspeito na noite do desaparecimento e foi levada até uma chácara, onde o crime teria ocorrido.

O suspeito, João Pedro Pereira dos Santos, foi preso e confessou o assassinato. Conforme a Polícia Civil, ele já havia sido condenado por outro feminicídio, cometido em Uruará, estava foragido do sistema prisional e utilizava um nome falso quando foi preso inicialmente por um roubo.

Ele permanece preso e deverá responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), enquanto os exames periciais continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

Fonte: g1 Santarém 

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