sexta-feira, setembro 25, 2026

Santarém completa mais de dois meses sem chuva e nível do Tapajós cai 3,63 metros

Rio chegou a 2,84 metros nesta sexta-feira (25); meteorologista alerta que nível deve continuar baixando e atingir o menor patamar em outubro.

Santarém, no oeste do Pará, completa nesta sexta-feira (25) mais de dois meses sem registro de chuva na estação meteorológica da Fazenda Experimental da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A última precipitação foi registrada no dia 23 de julho, com aproximadamente 5 milímetros.

Desde então, a estiagem tem avançado e o nível do rio Tapajós apresenta queda contínua. No dia da última chuva, a régua da Agência Nacional de Águas (ANA), instalada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), marcava 6,47 metros.

Dois meses depois, em 23 de setembro, o nível estava em 2,99 metros. Nesta sexta-feira (25), chegou a 2,84 metros, representando uma redução de 3,63 metros desde 23 de julho.

Na comparação com anos anteriores, o nível atual está 1,78 metro abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Em relação a 2024, está 1,93 metro acima e, na comparação com 2023, permanece 74 centímetros superior.

A cota de alerta do Tapajós em Santarém é de 2,10 metros.

Estiagem se intensificou a partir de julho

Segundo o meteorologista e professor do curso de Ciências Atmosféricas da Ufopa, Alex Santos, o período chuvoso de 2026 conseguiu se prolongar até a primeira metade de julho, com registros sucessivos de precipitação.

A última chuva, porém, apresentou baixo volume, de aproximadamente 5 milímetros. Desde então, a ausência de precipitações vem contribuindo para a queda do nível do Tapajós.

De acordo com o meteorologista, condições observadas nos oceanos Pacífico e Atlântico também influenciam o comportamento climático na região. O aquecimento das águas do Pacífico associado ao El Niño pode alterar a circulação atmosférica e dificultar a formação de nuvens de chuva sobre parte da região Norte.

Tapajós deve continuar baixando

A previsão é de que o rio continue perdendo nível nas próximas semanas. Segundo Alex Santos, outubro deve concentrar o período mais crítico da vazante, quando o Tapajós poderá alcançar seu menor nível de 2026.

O meteorologista avalia ainda a possibilidade de o nível mínimo superar, em intensidade, o registrado durante a forte estiagem de 2023, caso as atuais condições climáticas persistam.

Apesar da queda acentuada, o Tapajós ainda permanece 74 centímetros acima da cota de alerta de 2,10 metros em Santarém.

Fonte: Plantão 24horas News 

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