A morte do jovem paraense Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, que atuava na guerra da Ucrânia, foi confirmada pelo pai nesta quarta-feira (4 de novembro de 2026). A notícia encerrou dias de angústia e esperança dos familiares, que aguardavam informações sobre o paradeiro do jovem após perderem contato com ele durante uma missão militar.
Hendrick era natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, onde passou parte da infância no bairro Paravoá. O jovem também havia servido no 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, unidade do Exército Brasileiro sediada no município, antes de viajar para a Ucrânia.
Comando militar confirmou morte à família
Segundo o pai, a confirmação ocorreu após uma nova atualização repassada diretamente pelo comando do batalhão ao qual Hendrick pertencia.
Conforme as informações recebidas, a equipe militar da qual o paraense fazia parte foi localizada. Alguns integrantes foram encontrados feridos, enquanto Hendrick teria sido a única vítima fatal da operação.
Ainda de acordo com o relato do pai, o jovem teria sido atingido por um drone durante a missão. Na sequência, teria atingido ou acionado uma mina terrestre, circunstâncias apontadas como responsáveis por sua morte.
As informações sobre a dinâmica da ocorrência foram repassadas à família pelo comando militar e ainda dependem de confirmação oficial das autoridades ucranianas.
Jovem estava próximo de retornar ao Brasil
Em entrevistas anteriores à nossa equipe de reportagem, o pai e a avó de Hendrick relataram detalhes sobre a decisão do jovem de deixar o Brasil para atuar na guerra da Ucrânia.
Segundo os familiares, Hendrick estava próximo de retornar ao país e já havia comprado a passagem de volta. Entretanto, teria sido convocado para participar de uma última missão militar e aceitado o chamado.
Após essa missão, a comunicação foi interrompida, deixando a família sem informações concretas sobre sua situação.
Família buscava informações junto às autoridades
Durante os dias de incerteza, familiares buscaram informações por meio de contatos com autoridades e canais diplomáticos.
Na terça-feira (3), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que ainda não havia recebido uma notificação oficial das autoridades ucranianas sobre a morte do brasileiro.
Na ocasião, o órgão destacou que a Embaixada do Brasil em Kiev mantinha contato com os familiares e prestava assistência consular.
Com a confirmação recebida pelo pai nesta quarta-feira (4), a família enfrenta agora a dor da perda e aguarda novos esclarecimentos sobre os procedimentos necessários para o traslado do corpo ao Brasil.
A morte de Hendrick provocou comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória, especialmente em Tucuruí, município onde o jovem cresceu e construiu parte de sua história.




Fonte: Plantão 24horas News – Jornalista Neto Alves
