sexta-feira, março 13, 2026

MPPA denuncia 53 investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro durante a Operação Iara no Pará

Grupo criminoso atuava em rota fluvial estratégica do narcotráfico na região Norte; Justiça bloqueou cerca de R$ 58 milhões em bens e ativos.

A Promotoria de Justiça de Prainha, no oeste do Pará, apresentou cinco denúncias criminais contra 53 investigados por envolvimento em uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Iara.

A ofensiva policial foi deflagrada no dia 21 de janeiro e teve como foco principal o oeste do Pará, com desdobramentos simultâneos em outros sete estados brasileiros.

As denúncias são resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Pará, que utilizou relatórios financeiros, análises técnicas e monitoramento de Estações Rádio Base (ERB) para mapear a estrutura da organização e identificar a ligação entre os suspeitos.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava a rota fluvial do Rio Solimões — considerada uma das principais vias logísticas do narcotráfico na região Norte — para o transporte e distribuição de entorpecentes. A apuração aponta ainda que a organização mantinha um esquema estruturado para ocultação e movimentação de dinheiro ilícito, utilizando laranjas, empresas e bens patrimoniais para dificultar o rastreamento dos valores.

As denúncias envolvem crimes previstos na Lei de Drogas, como tráfico e associação para o tráfico, além de infrações relacionadas à Lei de Lavagem de Capitais.

Durante a Operação Iara, a Justiça autorizou 27 mandados de prisão preventiva, 67 mandados de busca e apreensão e 18 medidas cautelares diversas da prisão. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 58 milhões em ativos financeiros, além do sequestro de imóveis e da indisponibilidade de veículos.

Segundo o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), as medidas judiciais têm como objetivo enfraquecer a estrutura da organização criminosa e interromper o fluxo financeiro das atividades ilegais.

Fonte: g1 Santarém

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