sábado, julho 4, 2026

Policial penal investigado por feminicídio morre após mais de três meses internado em Santarém

Renato Matos Parente era apontado como principal suspeito de matar a companheira, Caroline Fontineli, e atirar contra a própria cabeça; caso segue sob investigação da Polícia Civil.

O policial penal Renato Matos Parente, de 30 anos, morreu na sexta-feira (3) no Hospital Municipal de Santarém (HMS), após permanecer internado por mais de três meses em estado grave. A informação foi confirmada pela família e pela direção da unidade hospitalar.

Em nota, o Hospital Municipal informou que Renato estava internado desde o dia 19 de março, recebendo acompanhamento da equipe multiprofissional. Segundo o comunicado, ele morreu na tarde de sexta-feira, na sala de estabilização da unidade.

Renato era investigado como principal suspeito de ter matado a companheira, Caroline Fontineli Carneiro Pereira, de 26 anos, conhecida nas redes sociais como Caroline Trinca. De acordo com as investigações da Polícia Civil, após o crime ele teria efetuado um disparo contra a própria cabeça.

O caso aconteceu na madrugada de 19 de março de 2026, dentro de um carro nas proximidades do viaduto de Santarém, no oeste do Pará. Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada para atender uma suposta ocorrência de trânsito. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Caroline já sem vida no banco do passageiro, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. Renato foi localizado no banco do motorista, também ferido por um tiro na região da cabeça.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram a morte de Caroline ainda no local. Renato foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal, sendo posteriormente transferido para o Hospital Municipal de Santarém, onde permaneceu internado até o falecimento.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o policial penal teria cometido o feminicídio e, em seguida, tentado tirar a própria vida. O inquérito segue sob responsabilidade da 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Santarém.

Dois dias após o crime, em 21 de março, a Justiça decretou a prisão preventiva de Renato, que permaneceu hospitalizado durante todo o período de internação.

O caso provocou grande repercussão em Santarém e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Samu e da Polícia Científica durante o atendimento da ocorrência.

Fonte: G1 Santarém 

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