quarta-feira, julho 22, 2026

Comunidade quilombola de Óbidos representa o Brasil em projeto internacional sobre alimentação amazônica

Arapucu foi a única comunidade quilombola brasileira selecionada para integrar o Atlas do Alimento Amazônico, que reúne representantes de sete países da Amazônia.

A Comunidade Quilombola de Arapucu, localizada em Óbidos, no oeste do Pará, foi a única representante quilombola do Brasil no projeto internacional Atlas do Alimento Amazônico, iniciativa que reúne comunidades tradicionais de sete países da Amazônia para registrar e valorizar conhecimentos sobre alimentação, cultura e conservação da floresta.

O líder quilombola Davi Ferreira da Silva participou, entre os dias 6 e 10 de julho, do encontro realizado em Letícia, na Colômbia, onde ocorreu o lançamento oficial do livro que reúne as experiências das comunidades participantes.

Segundo Davi, a comunidade participou desde a fase de elaboração da publicação.

“Fomos selecionados para participar do projeto, passamos por oficinas de construção do livro e, agora, estivemos no encontro para o lançamento da obra. É um momento muito importante para a nossa comunidade”, destacou.

Para a Associação dos Remanescentes de Quilombo da Comunidade Arapucu (Arquica), a participação representa o reconhecimento da história, da cultura e dos saberes tradicionais do povo quilombola.

A entidade destacou que a experiência proporcionou intercâmbio cultural com representantes de diversos países amazônicos e ressaltou o orgulho de ver a trajetória da comunidade registrada em uma obra traduzida para três idiomas. A associação também comemorou o fato de Arapucu ser a única comunidade quilombola brasileira a integrar a iniciativa.

Atlas do Alimento Amazônico foi desenvolvido de forma colaborativa com a participação de 14 comunidades tradicionais de sete países da Amazônia. O projeto documenta práticas alimentares tradicionais e contemporâneas, evidenciando como os povos amazônicos cultivam, preparam os alimentos e preservam seus territórios e modos de vida.

Além da publicação do livro, a iniciativa prevê a produção de materiais pedagógicos, conteúdos audiovisuais e materiais sonoros voltados às comunidades participantes, fortalecendo o debate sobre soberania alimentar, diversidade biocultural e conservação da Amazônia.

O projeto faz parte do Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL), financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e liderado pelo Banco Mundial.

Fonte: g1 Santarém 

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