quinta-feira, maio 23, 2024

Consumidores participam de audiência pública com a empresa Equatorial, em Itaituba

Representantes de comunidades e membros da Equatorial Pará estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (01), na sessão da Câmara do Poder Legislativo Municipal de Itaituba. A audiência pública pautou melhorias na prestação de serviços de energia pela concessionária.

De acordo com a Vereadora Maria Pretinha, tem sido grande o número de reclamações quanto à falta de energia e preço da conta de luz. Segundo ela, a demanda já havia sido apresentada em uma audiência anterior, porém não se obteve resultado.

“A gente já fez uma audiência pública dessa. Aguardamos mais de dois anos o resultado e não deu resultado nenhum. Então, através de muitas reclamações e mesmas reclamações, a gente pediu novamente a audiência pública, pois se você observar as ocorrências são quase toda igual: a falta de energia, a queda de energia, os talões de energia alta […]”, disse a vereadora.

  Reivindicação dos consumidores. Foto: Weslen Reis/Plantão.  

“… Cortar e cobrar energia, ela sabe muito bem. Agora, o consumidor sempre está perdendo através da Equatorial. Então, eu quero aqui também chamar atenção do Procon, para que eles possam realmente defender o povo de baixa renda, o povo humilde defender, o consumidor, o qual órgão tanto defende…”, complementou.

Foto: Weslen Reis/Plantão.  

Sustentando o que a parlamentar disse, Patrícia Pinheiro, Presidente do Wirland Freire, e Reivan Campos, Presidente do São Luiz Tapajós, destacaram que, por conta de quedas de energia, moradores têm tomado prejuízos quanto à queima de eletrodomésticos e perda de alimentos por falta de refrigeração.

“… As dificuldades do nosso residencial são oscilações da energia. Às vezes, falta às 5h da tarde e chegas às 05h da manhã. Aí, é eletrodoméstico queimado… É um residencial da baixa renda, mas infelizmente nossos talões não da baixa renda. Às vezes, chega talão de 500, 300, 1000 reais isso é difícil para nós. Pagamos uma energia que está caríssima em Itaituba e de péssima qualidade […]”, disse Patrícia Pinheiro.

Foto: Weslen Reis/Plantão.  

“A gente quer que a Equatorial solucione o problema, pois é falta energia constante. Então, a gente veio aqui reivindicar nossos direitos […]. No caso da falta de energia, quando a gente liga, muitas das vezes, ele atende a gente, mas dá aquela demora. A gente, enquanto morador, fica preocupado, porque dentro da nossa comunidade existem pessoas que trabalham como pessoas que pescam e armazenam seus peixes. Com essa demora de energia, eles vão estragar os alimentos […]”, Reivan Campos, Presidente do São Luiz Tapajós.

Em relação à problemática, Geovan Chagas, membro da Equatorial de Itaituba, reconhece o lado certo da comunidade e disse que a entidade vai buscar meios para suprir as pendências.

“A gente vai sentar. A gente ver que a reivindicação é uma só: falta de manutenção e energia. É um processo que é de responsabilidade nossa. É o cliente que paga. Então, nós precisamos dar essa assistência. A gente está reformando o nosso grupo de pessoas que fazem esse trabalho juntamente conosco. Trouxemos pessoas de fora para nos ajudar; inclusive, hoje eu estou aqui com o Ronaldo e o Rodrigo. São pessoas que nós contratamos recentemente para nos dar esse apoio […]”.

Em se falando da conta de luz, Geovan pontua que o consumidor tem de entender o valor das faturas é dividido com taxas que devem ser paga, além da concessionária, aos governos municipais, estaduais e federais.

“A pessoa precisa entender a fatura dela. Se você pegar a fatura hoje, 30% é da concessionária demais está envolvido ICMS, que, quando você pegar sua fatura, 25% dela é do Governo do Estado. Bandeira tarifária, PIS, Confins, que é do Governo Federal, e Iluminação Pública, que é do Governo Municipal. Tirando, por exemplo, de uma fatura de 100 reais, 30 reais é da concessionária para nós pagar folha de pagamento, fazer investimento e todos processos voltados para a empresa, conforme determinações da Aneel”, esclareceu Geovan.

Quanto ao problema, Luiz Henrique, Diretor do Procon, realça que os consumidores que tiveram qualquer tipo de problema em relação ao consumo devem procurar a empresa. Caso não seja resolvido, eles devem procurar o órgão.

“O que se percebe é que o péssimo serviço ainda prevalecendo nas comunidades como falta de energia queda de energia. Tem representante de comunidade que questionou. Teve produtos que foram danificados: laticínios, eletrodomésticos… A gente está aí para ajudar. Vamos até conversar com o presidente da câmara, para ver se há uma possibilidade de fazer algum ingresso judicial, uma vez que já foi tratado esse mesmo assunto e a empresa não está levando em consideração ao que foi acordado na reunião passada”.

“[…] se você teve qualquer tipo de prejuízo ou dano, procure a empresa, faça um registro e guarde o número de protocolo. Se houve uma falta de energia, ligue e anote o número de protocolo. Se não for solucionado, vá com a gente, que vamos tomar outras medidas cabíveis, para poder sanar esse problema”.

Vereadores que participaram

1 ° Maria Pretinha

2° João de Barros

3° Nem de Miritituba

4° Thiago Maciel

5° Odineia Peres

6° Antônia Barros

7° Ronny Freitas

8° Peninha

Fonte: Plantão 24horas News.

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