terça-feira, novembro 3, 2026

Prefeitura de Aveiro decreta situação de emergência após incêndios florestais destruírem lavouras e pastagens

Queimadas avançam sobre comunidades rurais e ribeirinhas, comprometem o abastecimento de água e levam município a solicitar apoio dos governos estadual e federal.

A Prefeitura de Aveiro, no oeste do Pará, decretou situação de emergência em todo o território municipal devido ao avanço dos incêndios florestais que atingem áreas urbanas, rurais e ribeirinhas. A medida foi publicada nesta terça-feira (3 de novembro de 2026), após o fogo provocar prejuízos à agricultura familiar, destruir pastagens e ameaçar o abastecimento de água potável.

De acordo com o decreto assinado pelo prefeito João Geraldo Paiva Diniz Junior, as queimadas começaram a se intensificar em setembro e saíram do controle no dia 28 de outubro. A estiagem prolongada, a falta de chuvas e as altas temperaturas contribuíram para a rápida propagação das chamas.

Além dos danos ambientais, os incêndios têm causado prejuízos econômicos às famílias que dependem da agricultura e da criação de animais para sobreviver. Lavouras foram destruídas, áreas de pastagem atingidas e a fumaça provocada pelas queimadas já compromete a qualidade do ar e afeta a saúde dos moradores.

Outro problema que preocupa a administração municipal é a redução das fontes de abastecimento de água. Igarapés e poços utilizados pelas comunidades para consumo humano e dos animais estão secando em consequência da estiagem.

Município solicita apoio estadual e federal

Segundo a prefeitura, os prejuízos sociais, econômicos e ambientais ultrapassaram a capacidade financeira e operacional do município. Diante da gravidade da situação, a gestão busca apoio técnico e financeiro dos governos estadual e federal para reforçar o combate aos incêndios e garantir assistência humanitária às famílias afetadas.

Com a publicação do decreto, a Defesa Civil Municipal passa a coordenar as ações emergenciais. Em situações de risco iminente, as autoridades poderão entrar em imóveis para prestar socorro e determinar a retirada de moradores de áreas ameaçadas.

A medida também autoriza, nos termos da legislação, a contratação emergencial de serviços e a aquisição de materiais necessários ao enfrentamento dos incêndios, com dispensa de licitação nas hipóteses legalmente previstas.

O decreto estabelece situação de emergência pelo prazo inicial de 90 dias, enquanto as contratações emergenciais poderão observar o limite legal de até 180 dias.

A Prefeitura de Aveiro reforça, com a medida, a necessidade de mobilização dos órgãos públicos para conter o avanço das queimadas, minimizar os danos ambientais e prestar assistência às comunidades atingidas.

Fonte: Plantão 24horas News  

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