segunda-feira, agosto 3, 2026

Sobrevivente de ataque em Juruti é transferida em estado grave para Belém

Mulher baleada passou por cirurgia e segue internada. Suspeito do crime havia sido preso por violência doméstica em julho, mas respondia ao processo em liberdade após revogação da prisão preventiva.

A única sobrevivente do ataque a tiros que deixou três mortos no município de Juruti, no oeste do Pará, foi transferida em estado grave para um hospital em Belém. Francenilda Santos passou por cirurgia e permanece internada, em recuperação.

Ela foi baleada durante o ataque ocorrido na noite da última sexta-feira (31), quando o vigilante Willame de Lira Lopes, de 35 anos, invadiu a casa da ex-companheira e efetuou diversos disparos contra as pessoas que estavam no imóvel.

Segundo a Polícia Militar, o atual companheiro da ex-companheira do suspeito, Wellington Sousa dos Reis, morreu no local. A ex-companheira, Frandeilza de Sousa dos Santos, também foi atingida e não resistiu aos ferimentos. A filha do casal, Maria Luz de Sousa Lopes, de 10 anos, foi baleada na cabeça, chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital.

Após os disparos, o vigilante tirou a própria vida com um tiro na cabeça.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito utilizou a arma de fogo do trabalho para cometer o crime. A empresa onde ele atuava informou que o armamento foi retirado sem autorização.

As investigações também apontam que Willame havia sido preso em flagrante no dia 3 de julho por lesão corporal no contexto de violência doméstica contra a ex-companheira. Na ocasião, ele foi acusado de agredi-la, ameaçá-la com uma faca e impedir que ela pedisse ajuda.

Durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. No entanto, em 10 de julho, a Justiça revogou a prisão preventiva e concedeu liberdade ao investigado mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Entre as determinações judiciais estavam a proibição de manter contato ou se aproximar da vítima, de frequentar os locais por ela habitualmente utilizados e a restrição ao porte de arma de fogo, exceto durante o expediente de trabalho e sob supervisão da empresa.

A Polícia Civil informou que as investigações sobre o caso continuam para esclarecer todas as circunstâncias da tragédia.

Fonte: g1 Santarém

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