Um homem identificado como Alécio Karnoski de Jesus foi preso na noite de segunda-feira (2) durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, no âmbito das investigações sobre um caso de feminicídio ocorrido no município de Trairão, no sudoeste do Pará.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito estava foragido desde o dia 20 de janeiro de 2026, data em que sua esposa, Daniele Santos Spagnol, foi morta na comunidade Três Bueiros, localizada no distrito de Caracol. Desde então, equipes policiais vinham realizando buscas contínuas, que evoluíram para um trabalho de monitoramento baseado no cruzamento de informações de inteligência.
A prisão foi realizada durante uma operação conjunta entre investigadores da Polícia Civil de Moraes de Almeida, da Delegacia de Polícia Civil de Trairão e forças de segurança do estado do Mato Grosso. Conforme a corporação, os policiais montaram campana no porto de pequenas embarcações da comunidade Três Bueiros após receberem informações de que o suspeito estaria retornando de uma área garimpeira conhecida como Garimpo Tocantins.
Alécio foi abordado por volta das 22h, no momento em que desembarcava no porto da localidade. Durante a ação, os policiais constataram que ele portava uma arma de fogo, sendo uma pistola da marca Taurus, municiada com um carregador contendo oito munições intactas. Diante da situação, foi caracterizado flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante referente à arma apreendida. Dois homens que aguardavam o desembarque do suspeito para seguir viagem por via terrestre também foram conduzidos à unidade policial, na condição de testemunhas.
A Polícia Civil informou que apenas o suspeito foi algemado, medida adotada para garantir a segurança da equipe, do próprio preso e para evitar qualquer tentativa de fuga, considerando a gravidade dos fatos.
Por fim, a corporação esclareceu que a prisão em flagrante e o cumprimento do mandado dizem respeito exclusivamente à posse ilegal de arma de fogo e à ordem judicial já existente. A investigação do crime de feminicídio segue em trâmite próprio na Justiça, com pedido de decretação de prisão preventiva ainda pendente de análise judicial.
Fonte: Giro Portal
