terça-feira, junho 23, 2026

Comissão inicia estudos sobre tremores de terra e reforça segurança da Usina de Tucuruí

Reunião reuniu autoridades, especialistas e representantes da Axia Energia; estudos da UFPA devem aprofundar análises sobre os abalos sísmicos registrados no município.

Representantes de diversas instituições participaram, nesta sexta-feira (19), de uma reunião no prédio da Prefeitura de Tucuruí para discutir os recentes tremores de terra registrados no município e esclarecer informações sobre a segurança da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

O encontro marcou o início dos trabalhos da Comissão de Monitoramento e Estudos, formada por representantes do Ministério Público, Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Federal do Pará (IFPA), Câmara Municipal, Prefeitura de Tucuruí, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Defesa Civil Municipal e Estadual, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Exército Brasileiro, imprensa e demais instituições convidadas.

A reunião contou ainda com a participação da empresa Axia Energia, responsável pela operação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Durante o encontro, foram apresentadas informações sobre os sistemas de monitoramento da barragem, além de esclarecimentos sobre os procedimentos de segurança adotados na estrutura.

Um dos destaques da programação foi a palestra do geofísico Dr. Lourenildo Leite, mestre e doutor em Geofísica e integrante do Centro Nacional de Geologia. Segundo o especialista, os tremores registrados na região estão relacionados à movimentação de falhas geológicas naturais existentes no subsolo.

De acordo com o pesquisador, não há evidências que apontem qualquer relação entre o nível da água do reservatório da usina e os recentes abalos sísmicos registrados em Tucuruí. Ele destacou que os fenômenos fazem parte da dinâmica geológica da região e seguem sendo acompanhados por meio de monitoramentos e estudos técnicos especializados.

Durante a reunião, também foi informado que a UFPA deverá iniciar pesquisas específicas sobre os tremores de terra na região. Os estudos terão como objetivo ampliar o conhecimento científico sobre o fenômeno e avaliar possíveis impactos.

O presidente da Axia Energia, Antônio Augusto Bechara Pardauil, ressaltou os investimentos realizados na segurança da barragem e no monitoramento permanente da estrutura. Segundo ele, a usina opera dentro dos protocolos exigidos pelos órgãos reguladores e conta com sistemas modernos de acompanhamento.

Entre as propostas apresentadas pela comissão está a divulgação periódica de boletins informativos sobre a atividade sísmica na região, nos moldes dos informes já divulgados sobre a vazão do Rio Tocantins. A medida busca garantir maior transparência e manter a população atualizada sobre o acompanhamento dos fenômenos geológicos.

O juiz federal Diogo Tanaka também participou da reunião e defendeu a realização de campanhas educativas voltadas aos moradores da área de influência da usina. Para ele, ampliar o acesso às informações técnicas é fundamental para orientar a população sobre os procedimentos de monitoramento e segurança.

Ao final do encontro, a Axia Energia colocou-se à disposição para colaborar com os trabalhos da comissão e apoiar as ações desenvolvidas pelo grupo. A iniciativa tem como objetivo fortalecer os estudos científicos sobre os tremores registrados na região e ampliar a transparência das informações repassadas à sociedade.

Fonte: Plantão 24horas News – Jornalista  Neto Alves.

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