quinta-feira, outubro 29, 2026

Sala de crise começa a funcionar em Santarém com 100 brigadistas e seis aeronaves para combater incêndios no oeste do Pará

Estrutura reúne Defesa Civil, Ibama e Corpo de Bombeiros para monitorar focos de calor e coordenar ações emergenciais. Ao todo, 23 municípios da região já decretaram situação de emergência.

Começou a funcionar oficialmente em Santarém, no oeste do Pará, uma sala de crise destinada ao monitoramento e combate aos incêndios florestais que atingem diversos municípios da região. A estrutura reúne equipes da Defesa Civil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Corpo de Bombeiros Militar.

A iniciativa busca intensificar o enfrentamento às queimadas, permitindo o monitoramento dos focos de calor em tempo real e a definição de estratégias para conter o avanço das chamas, principalmente nas áreas mais afetadas pela estiagem severa.

Atualmente, a operação conta com 100 brigadistas atuando em campo e seis aeronaves especializadas, utilizadas no lançamento de água sobre os focos de incêndio. O reforço aéreo permite alcançar regiões de difícil acesso e ampliar a capacidade de resposta das equipes.

Emergência ambiental atinge 23 municípios

A instalação da sala de crise ocorre em meio ao agravamento da situação ambiental no oeste paraense. Até o momento, 23 municípios da região decretaram situação de emergência em razão da seca dos rios e do avanço dos incêndios florestais.

Em Santarém, a intensa concentração de fumaça provocou uma piora significativa na qualidade do ar, aumentando a preocupação das autoridades com os impactos à saúde da população, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

Monitoramento e combate integrado

Com a nova estrutura, as operações terrestres e aéreas passam a ser coordenadas de forma integrada, facilitando o deslocamento de brigadistas e equipamentos para os locais com maior concentração de incêndios.

Além do combate direto às chamas, as equipes realizam o acompanhamento das condições meteorológicas, dos índices de poluição atmosférica e do surgimento de novos focos de calor.

A força-tarefa pretende reduzir os impactos ambientais das queimadas e proteger comunidades rurais e áreas de vegetação ameaçadas pelo fogo.

Fonte: g1 Santarém

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